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Categoria - Outras histórias Uma noite no motel Autor(a): João Cláudio Capasso - Conheça esse autor
História publicada em 14/04/2014
Quando o motel era uma novidade em São Paulo, todos os casais de namorados nos fins de semanas iam terminar a noite em um motel.
 
Eu tinha um amigo, o Raul que era dono do motel Maitê na, Raposo Tavares, em São Paulo.
 
Eu também, como filho de Deus, fui no fim de semana com minha namorada; chegamos no motel, ficamos impressionados com o luxo, parecíamos que estávamos em um hotel 5 estrelas.
 
No quarto ficamos só observando a cama redonda, a banheira com degraus, um lindo espelho colado no teto, uma geladeira (frigobar). O quarto todo acarpetado era uma maravilha, só de olhar já valia a pena de estar no motel. 
 
Fomos tomar banho na linda banheira com sais de banho, eu caipira, de motel era a primeira vez; coloquei muito sais de banho, começou a fazer muita espuma; ficamos parecendo o homem das neves, tivemos que tirar toda a espuma embaixo do chuveiro.
 
A banheira ficou uma tampa de neve, era só sabão; eu, ao sair do chuveiro, levei um baita tombo, fez um barulhão. Minutos depois a recepção ligou para o quarto perguntando o que tinha acontecido, eu falei que tinha caído e que não era nada de mais.
 
Enfim, a linda noite de amor acabou eu com uma dor terrível nas costas. Só restou-me dormir de bruços.
 
Na parte da manhã, fomos embora. Quando eu fui pagar a conta do motel na recepção, a moça que estava no caixa deu-me uma barra de chocolate gigante e disse: “isso é para o senhor botar suas energias em forma”. 
 
Ao sairmos do motel, eu e minha namorada, morremos de rir, porque não houve noite de amor, houve sim uma noite de dor. Acho que pelo barulho que eu fiz ao cair no banheiro, eles, na recepção, devem ter comentado: esse quarto está uma brasa, está pegando fogo.
 
A minha primeira noite no motel foi um fracasso, mas depois eu fiquei freguês e sempre ganhava uma barra de chocolate gigante, para repor minhas energias. 
 
Foi uma época maravilhosa, sinto saudades dos tempos de solteiro. Mas, enfim, a vida é assim, ela continua.
 
E-mail: jccapasso2@hotmail.com
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Publicado em 16/04/2014

obrigado a todos os colegas pelos comentários .

agora caro JOAO FELIX, não sei se entendi bem, você estava com depressão, parece que esta melhor.

corinthiano não pode ter depressão, ainda mais agora com o nosso estádio.o belíssimo ITAQUERAO.

força, bola pra frente.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 15/04/2014

João, você devia usar aqueles chinelos descartáveis que costumam ter nos quartos, são anti-derrapantes, ainda bem que não houve fratura, parabéns pelo acidentado texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 15/04/2014

Joao no meu tempo de Sao Paulo nao existiam moteis ,so depois dos anos 60 e que eles comecaram a aparecer lembro de um dos primeiros no comeco da Raposo Tavares no Butanta. Eu era taxista e levava passageiros ate a porta porque somente os bem abonados tinham carro particular e o uso do transporte publico era um "must",mas a seguranca era bem melhor que a de hoje.De qualquer maneira aqui donde vivo a muitos anos Motel quer dizer outra coisa , pois sao hoteis que hospedam viajantes de longo percurso , e que param para dormir e descansar e seguir viagem na manha seguinte.Normalmente eles ficam nas beiras das grandes auto estradas . Isso nao quer dizer que eles tambem nao hospedam clientes para encontros amorosos.

E.T. eu pensei que voce tinha dado um tempo e ia tomar umas ferias do Site ? Nao da nao e mesmo ? pois isso se torna um vicio , e a gente acaba nao cumprindo com a palavra . Mas que bom que continuas pois do contrario iriamos perder um Corintiano no Site. Eu dei um tempo de uns 3 meses por motivo de forca maior , ainda nao estou bem , mas ja menos deprimido. Abracos Felix

Enviado por João Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 15/04/2014

Não sei, não gosto de Motel, em toda a minha vida sempre dei preferencia para Hotéis, Acho até que deva ser preconceito meu contra os mesmos, espero não ser mal interpretado. Mas acho que é uma questão pessoal, Adorei essa sua hilariante historia Capasso ri muito, e que bom que você continua por aqui, parabéns pela historia e pela decisão de continuar colaborando no Site.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 14/04/2014

Capasso, conhecer motel só depois que me casei, no meu tempo era assim, pelo menos era as regras da casa de meu pai. Mesmo depois de casada foi muito bom conhecer um lugar assim, apenas achei que custava muito caro e não dava pra fazer isso sempre.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 14/04/2014

WALQUIRIA, agradeço o seu comentário verdeiro, mas não fique assustada

você pelo menos tirou o atraso das coisas.

eu conheço muitas pessoas que mora na cidade e não conhece nada de nada

não viveram ainda a vida, não sabe o que e viver bem.

AQUELE ABRAÇO.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 14/04/2014

Não sei se o seu tempo foi o mesmo do meu,pois eu vim a conhecer motel depois de muito tempo de casada...Mas não se assuste acho que temos idades parecidas,o problema meu amigo era a simplicidade mesmo!!!

Eu era muito pobre, e morava na periferia não igual a hoje e sim naquela sem água,luz e sem transporte,andava Kms a pé em rua de terra onde tudo era mato, para ir na escola,ou trabalhar,imagine se eu poderia saber destas coisa...e antigamente além de se casar muito jovem,a gente era muito inocente ou sem nenhuma informação.

Mas depois eu tirei o atraso....

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
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