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Categoria - Outras histórias Caso do panetone quase vencido Autor(a): Vera Moratta - Conheça esse autor
História publicada em 03/04/2014
Eu não fui anoréxica na juventude. Nunca fui uma pessoa preocupada em silhueta fina para me mostrar. Mostrar para quem? Ora, o melhor da vida é estar bem, mas isso eu descobri com o passar do tempo. Eu simplesmente não comia. Não sentia o menor apetite, o menor prazer em me alimentar. Tudo por conta de uma depressão oculta, pois, naquele tempo, nem se falava nessa doença tão arrasadora. Antes: falava-se que depressão seria cuidada com um bom tanque de roupas para se lavar. Eu nunca compreendi o que a roupa suja tinha a ver com uma severa doença de alma.
 
Quem sofre de depressão conhece o tamanho da dor. O mundo é tingido apenas de branco e preto e a pessoa sequer desconfia o que seja uma ensolarada primavera com o perfume convidativo das lavandas, jasmins e manacás. Até os bem-te-vis são inaudíveis aos sentidos de uma pessoa depressiva.
 
Comecei a sentir uma imensa satisfação no paladar assim que comecei a namorar o meu marido. De família italiana, a boa mesa se apresentava com sorrisos, sempre regada a histórias interessantes e com muita solidariedade nos ingredientes. Além das saudades saudáveis dos ausentes. Boas lembranças, amizades sinceras sempre. Na casa da Vila Sônia, as ceias de Natal eram preparadas com cuidado, muito capricho e a emoção da espera da chegada dos parentes queridos.
 
Aprendi a gostar de panetone, esse pão extraordinário nascido em Milão do século XV . Macio, saboroso, com as frutas se exibindo fartas a cada fatia, o panetone provoca a felicidade da reunião da família no calor da festa do nascimento de Jesus, a data mais importante da história, mais carregada de simbolismo e de bons sentimentos de paz, luz e esperança...
 
Final de março: Toca o telefone. O meu cunhado, querido e muito estimado, resolve me relatar uma situação inusitada:
 
- “Tudo bem aí, Vera?”
- “Tudo certinho. E aí?”
Conversa vai, conversa vem:
- “Aproveitei uma promoção de panetone hoje. Panetone ‘chic no úrtimo’. Argentino”.
-“É? Que legal”.
- “Advinha quanto paguei?”
Bem, eu nunca fui muito boa em artes divinatórias, mas arrisquei:
- “5 reais”.
-“Não, menos”.
Fui baixando prá 4, 4,50... E sempre vinha a negativa até que ele mesmo falou:
-“Cinquenta centavos!”
-“Caramba, William! Lógico que estava vencido”.
-“Não. Vai vencer amanhã”.
- “Não tem importância. É só encher o freezer e a gente vai comendo até o fim do ano.”
(Silêêêênnnncio).
- “William, quantos você comprou?”
- “5”.
- “5?”
- “Mas eu aproveitei e dei um de presente e vendi dois.”
Nesse momento a minha pressão arterial passou a subir em desvario. Subiu vertiginosamente e tive até medo de pagar o aparelho para fazer a aferição. Tive que interromper a ligação para tomar o meu Selozok 100 mg. Eu já estava atrás da minha carteirinha da Unimed para uma eventual internação.
-“William, você se desfez dos panetones?”
“Não. Ainda tem dois.”
“Doisssss?”
- “É”.
 
Nessa hora o oxigênio começou a me faltar e eu comecei a ficar cianótica.
- “William, por quanto você vendeu os panetones?”
Eu já gritava em desespero.
-“1,50”.
- “Minha Nossa Senhora, você revendeu os panetones importados a 1.50?”.  Ainda por cima o Ituano acabou de marcar um gol no meu Palmeiras, olha só... Ai, como eu sofro...
-“Rá-rá-rá”.
-“Só podia ser corintiano mesmo para fazer uma coisa dessas com a cunhada do coração”.
 
Não teve final de conversa. Quando acordei, estava deitada e devidamente protegida dentro de uma ambulância do Samu.
 
E-mail: vmoratta@terra.com.br
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Publicado em 07/04/2014

Olha o nosso querido Jõao Félix de volta aí minha gente!!!até a terra do sol nascente tremeu de contentamento em saber que ele está de volta,com passagens tão significativas da sua vida,aqui na nossa São Paulo da garoa no qual ele fez parte por tanto tempo... Fiquei muito feliz!!!

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 06/04/2014

Vera, tenho uma história parecida e verdadeira sobre panetones perto do vencimento, foi em Petrolina, Meu marido comeu no café da manhã e o dito cujo deu uma reação alérgica das bravas, se eu não estivesse com ele naquela caminhada poderia ter morrido, pois o pescoço dele começo a inchar.

Mas por DEUS foi socorrido a tempo.

Beijos.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 05/04/2014

Oi Vera aqui estou de volta. Estive no estaleiro por algum tempo.Mas ja de volta pelo menos comentando .Alias a semana passada comprei tambem um panetone italiano ja quase vencido (venceria 6/ 2014)paguei 5 dolares mas ao abri-lo notei que tinha aquele gosto de que ja estava por vencer , ai minha esposa achou melhor cortalo em pequenos pedacos e torralos no forno e isso foi uma boa ideia . Quanto ao panetone do seu cunhado acho que voce nao deveria ter incluido o Ituano na historia pois isso provocou algumas piadas maldosas . Mas deixe pra la pois o Palmeiras fez uma boa campanha , pelo menos melhor do que o meu Timao. Parabens pelo texto. Abracos Felix

Enviado por João Felix - jfvilanova@gmail.com
Publicado em 04/04/2014

Vera, panetone vencido!!! e ainda por cima o nosso verdão tomando uma surra do Ituano, é dose, parabéns pelo depressivo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 04/04/2014

Vera, depressão é caso sério, vigiar sempre para prevenir. A historia do panetone foi divertida, tirado é claro a hora do gol que nosso time levou. Eu também tive um ataque de fúria, mas que acabou passando quando acabou a partida. Por coincidência o telefone aqui de casa também tocou, era o sogro da minha filha, também palmeirense, e que me aconselhou não pensar mais nessa derrota.Um beijo Vera.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 04/04/2014

Por falar em panetones,confesso a voces que eu amooooo panetone,aquêle macio e cheio de frutinhas... eu não resisto e como até acabar.Vera voce conhece a antiga fábrica da Visconde(Balduco) no Ipiranga(rua Labatut x rua 1822)pois bem até dezembro eu comprei caixas fechadas daqueles panetones sem embalagem,para distribuir no Natal,e me deliciava com alguns por semanas...A fábrica fechou,tenho certeza que panetones iguais aqueles nunca mais!!!

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 04/04/2014

Essa sua historia me deixou louco para comer panetone, vou tentar achar um light ou diet, para não ficar muito volumoso, e poder continuar a frequentar sem regime o encontro com as redondas. (risos)

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 04/04/2014

Vera, cuidado com fortes emoções.

Você falou de depressão; nem quero me lembrar o que passei,perdi 4 anos da minha vida com isso, por isso tomo o maior cuidado com a tristeza,sei que ela também mata.

Beijo

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 04/04/2014

Vera, o panetone foi o bode expiatório na história, na realidade foi o gol do Ituano que causou toda essa situação, mas voce devia estar acostumada , pois o seu time não ganha quase nada há muitos anos, brincadeira, parabéns,Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 03/04/2014

Vera querida, não foi o panetone não, nem o cunhado ranheto, foi o gor do Ituano memo né???? Que zebra heim!!!!!

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
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