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Categoria - Personagens Padre Francisco Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 31/03/2014
Ele veio da Espanha de navio, e foi pela primeira vez naquela época que conheceu a fruta “banana”. Gostou tanto que comeu quase um cacho, dizia ele. Nem é preciso dizer que ele ficou empachado e não passou bem naquele dia. 
 
Trabalhou conosco na Igreja Cristo Rei, na Rua Maria Eugenia, no Bairro do Tatuapé, por um ano, como um estágio, celebrando missas, atendendo confissões, visitando doentes e celebrando casamentos e batizados. Pertencia à SVD (Sociedade do Verbo Divino). 
 
No final do ano, após esse estagio, a Cúria Metropolitana designavam eles para uma paróquia aqui no Brasil, como também poderia encaminha-lo para uma paróquia fora do Brasil em qualquer país. Não sei onde ele foi parar nesse mundão de Deus. 
 
A cozinheira da paróquia era a dona Diva e todos os dias, após o fechamento da Igreja e o toque dos sinos às 12h, sentávamos para almoçar. O seu prato predileto era bacalhoada, e pedia gentilmente à dona Diva se ela poderia preparar essa iguaria em um dia qualquer da semana. Ela retrucava que o vigário Padre Germano detestava bacalhau, e ela estava proibida de preparar esse prato não dando a ela nenhuma alternativa, que no meu modo de entender, bem que ele poderia comer na cozinha longe do olfato do vigário. Insistiu tanto e lá estava o prato em sua frente não vendo a hora de saboreá-lo.
 
Terminando a oração, o vigário nos desejou bom apetite e fomos para o sacrifício. Ao abrir a cumbuca, nem é preciso comentar o aroma que exalou no refeitório, logo percebido pelo vigário, mesmo estando do lado oposto da mesa em relação ao Padre Francisco. A janela do refeitório era bem baixa. Se você imaginar estar sentado à mesa, a janela estaria na altura do seu ombro, e foi por lá que passou a cumbuca com a bacalhoada. A refeição desse dia parecia o convento dos Monges Franciscano, que fazem o voto de silencio. 
 
O padre Francisco se daria bem nos dias de hoje. Basta termos dinheiro que nós encontramos comida de todo tipo, de várias nacionalidades, em vários lugares e com diversos sabores, tendo também comida congelada para levarmos para casa. Acaso você acordar no meio da noite, ter sonhado com um prato daqueles que é seu fraco, basta ir até o freezer da geladeira, retira-lo e colocar no micro-ondas. Em menos de 10 minutos você estará sentado à mesa saboreando o elixir dos Deuses. Bom apetite a todos.
 
Um dois, feijão com arroz; três, quatro, feijão no prato; cinco, seis, falar inglês; sete, oito, comer biscoito; nove, dez, comer pasteis...
 
 
E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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Publicado em 04/04/2014

caro Jose Aureliano....padre Germano com voz de tenor celebrou meu casamento na igreja de NS.Lourdes na água rasa...a gravação em disco 78rpm esta com minha filha.....abraços,. Beira

Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 01/04/2014

Fiz algumas andanças em paróquias de vários lugares do interior,pois meu marido na época era amigo do bispo da Itália e quando ele vinha ao Brasil, como amigo ele sempre o levava para vizitar igrejas de diferentes lugares.Posso lhes assegurar que almocei em cada refeitório de fazer inveja a qualquer magnata

Ficava estupefada com os casarões e aposentos que as igrejas reservam aos seus internos ou hóspedes,vi maravilhas reservadas somente a eles e que nunca mais esqueci,e a parte onde vivem as freiras,ao menos as que conheci são deslumbrantes de tantas belezas,conforto e antiguidades conservadas ,e o conforto que todos eles tem é de cair o queixo.Mas meu ex;marido(na época atual)dizia que todos estes religiosos cumprem um ritual de missas e compromissos diários ,e se eles não tiverem este conforto todo haveria escasses de sacerdócio. Inclusive todos eles tem salários.Digamos bem merecidos!!

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 01/04/2014

Não era gula, era um desejo que às vezes aflorava, pelo menos foi colocado na descrição, mas que o vigário combateu com o pecado capital da ira e fez todos ficarem somente na vontade de saborear um belo prato! Vai entender o espírito humano do vigário incontido pela vingança de lançar tudo fora!

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 01/04/2014

Muito legal, José. O padre Francisco tinha bom gosto e mereci, lógico, ser respeitado. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 01/04/2014

Você passou bem na companhia do Padre Francisco.

Hum que delicia.

Abraço

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 31/03/2014

José, hoje em dia tudo ficou mais fácil na cozinha. Hoje, fiz vários tipos de comida e já embalei para congelar. O padre Francisco iria adorar saboreá-las.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
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