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Categoria - Outras histórias Labor omnia vincit Autor(a): Benedita Alves dos Anjos - Conheça esse autor
História publicada em 26/03/2014
Gente, este site me faz lembrar de tanta coisa!
 
Como, por exemplo, quando eu com minha mãe, íamos colher taboa, no brejo para fazer esteiras. Acho que com ela aprendi a tecer, e na esteira nós colocávamos um colchão de palha.
O travesseiro era também colhido no mato marcela, até hoje quando dou minha caminhada paro e colho um raminho para sentir o doce cheiro da minha infância.
 
As panelas, de ferro, íamos lavar no ribeirão, com bucha natural e areia e tinha de ficar bem limpinho. Fogão a lenha, gordura na lata com pedaços de carne do porco criado no nosso quintal.... O quintal tinha uns dois mil metros, um grande cercado, se quisesse carne era só ir buscar.
 
Na sala, caixas grandes de mantimentos em casca. Eu e minha mãe socávamos arroz no pilão, pilão esse feito por meu avô, com madeira de lei.
 
Aos doze anos fui para o Madre Cabrini, ano de 1962. Lá limpei muito chão de joelhos. Aprendi muita coisa como, por exemplo, obedecer. Obediência ás vezes cega, mas me deu muita grandeza de espírito.
 
Hoje meus ombros estão muito cansados, quase não aguento digitar, mas o trabalho ainda continua a vencer, vencer e vencer...
 
 
E-mail: dosanjos81@gmail.com
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Publicado em 31/03/2014

Wal lá no meu tempo, tinha internato, semi-internato e externato.

Três dormitórios, bem grandes.

Nóss , pobres meninas do interior,iamos na esperança de sermos freiras, mas com o tempo, muito trabalho, você imagina todo o trabalho era feito por nós, se eu contar daria um livro, a maioria delas, como eu no tempo de ir para o noviciado, vinha de férias e não voltava mais.

Era uma decisão muito difícil, para uma jovem.

Vinha para casa duas vezes ao ano,e só saia para a rua acompanhando as irmãs.A cada seis meses tinha rodizio de tarefas,responsabilidade de gente grande como por exemplo cuidar da rouparia, ser responsável pelas meninas na hora do recreio, se uma caísse e se machucasse os pais reclamavam.Nas férias pintar as paredes etc.etc.Não foi fácil, mas se voltasse tb não ia ser, e depois a nossa casinha era pequena demais convivendo naqueles aposentos de pé direito tão altos.A Vera falou que havia sempre sum sorisso no rosto, sabe porque?Por amor a Jesus.Bjos

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 31/03/2014

Querida Benê,sempre me pergunto,qual será o motivo ou a vocação para alguém entrar para um seminário ou convento? Quando eu era criança,se dizia que era para estudar,pois só assim teriam oportunidades de curso superior,Será? Eu sempre achei que o Madre Cabrini era um colégio normal igual as demais escolas com frequência diária dos alunos alunos e professores...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 28/03/2014

Benê, o trabalho vence, a vida também. Você conseguiu fazer a sua parte com galhardia. Meus parabéns. Tenho certeza de que não reclamou e sorriu. Parabéns por ter aceito tantos desafios e enxergar beleza - e tem mesmo muita beleza em tudo isso. Um beijo, querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 27/03/2014

Dos Anjos, o trabalho só dignifica, aqui perto do meu bairro Zona Sul no Jardim Brasilia havia um brejão e tinha muita taboa, com seu texto lembrei dessa planta na minha infancia,parabéns.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 27/03/2014

OI BENE,é de pessoas como você que o mundo ainda precisa.TUDO se transforma ,eu já sei,mas, viver o tudo que alcançamos,uma família ,um trabalho ,amigos,nos dias de hoje são raros.CONTAR os anos vivídos,seja lá como foi,com lutas,certos exageros de quem poderia ter dado mais amor e menos rancor.AMEI sua história de vida,fui companheira de minha mãe,fazia tudo que pedia,ajudei cuidar dos meus irmãos,e hoje sou feliz em ter o carinho deles.SEJA feliz também ,afinal nossas vidas servem como exemplo,e só isso já é uma vi tória,beijos.

Enviado por Luzia Helena Junqueira - luziahelena030746@gmail.com
Publicado em 26/03/2014

Bene, como é bom continuar a trabalhar, acho que não existe coisa melhor e que ele continue te ajudando a vencer e vencer. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 23/03/2014

No paragrafo final cometi muitos errinhos, desculpem.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
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