Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Onde colocamos nossas coisas velhas Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 24/03/2014
Nesse último texto da nossa amiga Vera Moratta, que fala sobre os discos de vinil - que nos acompanharam praticamente por toda nossa vida, fiz meu comentário. Como eles foram importantes para mim! Ora pelo cuidado e o carinho com que cuidei de cada um, até os ciúmes que eu tinha por eles. Com o passar dos anos surgiram as novas tecnologias dos CDs, bem mais práticos de manusear, até e pelo seu tamanho, nossos queridos LPS tiveram que se aposentar. Apesar de tudo eles foram muito bem guardados, porém, como já disse, tudo vai se modernizando e até um lugar para eles ficarem guardados começou a atrapalhar... A alternativa encontrada (radical) foi leva-los para um quartinho no fundo do quintal. 
 
Encontrei na gaveta do meu guarda-roupa, onde estava guardado od pertences da mamãe, um recibo da compra de uma máquina de costura Singer, dado a ela pelo seu irmão na década de quarenta (Singer Sewing Machine Company, comprada em uma loja do Centro de São Paulo, em 4 de agosto de 1947). A exemplo do que foram os discos de vinis para mim, essa máquina acompanhou a mamãe por toda sua vida. Acredito que vocês conhecem como funciona uma máquina de costura. As mais modernas possuem um motorzinho, ao contrário das mais antigas, que tinham pedal. Se for analisar o quanto ela pedalou essa máquina, daria muitas voltas ao redor do mundo. 
 
Um ano passado da morte da mamãe, o meu filho do meio passou a ocupar o seu quarto, por ser maior. E lá estava a máquina atrapalhando, era um ótimo lugar para colocar o computador. Logo se deu um jeito: para o quartinho ao lado dos vinis. 
 
O meu objetivo dessa história ou onde eu quero chegar é que esses objetos apontados, afinal das contas são simplesmente “objetos”, apesar de um valor sentimental dado por nós a eles, são objetos. Agora indo bem a fundo da questão o que podemos notar é que, no mundo de hoje, nós da terceira idade estamos praticamente sendo igualados a eles. Pelo que podemos notar nas reportagens que ocorre mundo afora, muitos velhos começam a atrapalhar a vida dos mais jovens, e logo se dá um jeito; se não tem um quartinho nos fundos coloca-se em um asilo, que por sinal, os que aparecem nas reportagens são um verdadeiro depósito para lixo, sem nenhuma estrutura, ou seja, são jogados ao léu e esquecidos. 
 
Vamos aproveitar que está chegando a Páscoa que é a renovação e a ressurreição de Cristo, para que ele nos leve a um mundo bem melhor, para que possamos pelo menos vivermos mais alegres com um Brasil próspero e com políticos responsáveis e honestos nesse pouco tempo que nos resta dessa vida. 
 
Forte abraço a todos. Feliz Páscoa...
Vamos dar as mãos, vamos dar...
 
 

 

E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 25/03/2014

Aureliano, o tempo é inexorável, eu fui ajudante de alfaiate lá pelos idos de 1940 e cheguei a costurar em uma máquina de pedal mas da marca "Pfaf", tenhos ainda alguns Lps. guardados, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 25/03/2014

modesto, agradeço profundam,ente você ter me confundido com o dileto e excelente escritor e amigo Aureliano, mas a bem da verdade o autor da crônica é ele, não eu. Também desejo a todos feliz Pascoa. Em tempo Aureliano, tenho um monte de LPs lindos e não consigo mais ouvi-los porque não acho agulha própria para meu toca discos.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 25/03/2014

Loureiro, assim como vc se inspirou na narrativa da Vera, (magnífica!), vou me inspirar na sua, pra próxima crônica.

Uma recordação muito familiar, José, em casa tinhamos duas Singer, eu, inclusive trabalhei com elas, costurando sapatos.

Pra vc, também uma ótima Páscoa, Oliveira, que Deus nos dê, a todos um pouco mais de tranquilidade no processos evolutivos de nossa curta existência. Um abraço e parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 25/03/2014

Li tantas vezes sobre sua mãe,que a senti familiar...me entristeci muito quando voce comunicou a partida dela,mas senti também que ela já havia cumprido com louvor todas as etapas da vida e que já estava muito cansada e precisando descansar...

Agora lendo sobre a máquina de costura que ficou,lembrei da minha mãe que também batalhou muito e que como sua mãe poderia ter dado uma volta no mundo com todas as pedaladas que deu.

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 24/03/2014

José, meu querido, fiquei muito feliz a ser lembrada por você. Obrigada mesmo.

Infelizmente nós, ocidentais, temos uma cultura infame: deixar o idoso mais isolado, longe do convívio, como você bem citou. Mas sempre a reação é pertinente: mesmo com as limitações impostas pela idade , temos, sim, que nos colocar, procurar mais e mais motivações para estarmos num meio saudável e divertido. E sempre com o trabalho possível de se realizar. Precisamos ser felizes até o fim.Para isso, nada de esperamos do outro. É conosco mesmo. Uma felicíssima Páscoa para você e para todos os nossos queridos do site. Um abraço e parabéns pelo relato.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 24/03/2014

Já estou pensando onde irei colocar minhas tralhas rs, cds que já cansei de ouvir, livros velhos e tudo o mais.

É a vida, meu caro, é a vida.

Leva um tempo para ajuntar, e depois as coisas nos atrapalham.

Abraço

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 24/03/2014

José, minha mãe tinha uma maquina Singer dessas que você cita em seu texto. Meu pai tinha varias maquinas de escrever e de somar, todas da Olivetti e uma prensa de papel.quando ele morreu não sei o fim que teve essas preciosidades, acho que foram doadas.Minha irmã guarda até hoje a cadeira que ele sentava em sua escrivaninha.

Uma boa Pascoa pra você e toda sua família. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 24/03/2014

Pois é Aureliano,quanto aos vinis ainda os tenho e ainda ouço de vez em quando, muitas realidades no seu texto, parabéns.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 24/03/2014

Oportuna observação sobre "coisas velhas". Ainda sou sub-sessenta, passei dos cinquenta, mas a cada dia fico mais esperto sobre as minhas coisas que guardo com todo carinho, mas é bom mesmo agente se prevenir, vai que...

Enviado por Samuel de Leonardo - samuel.leo@hotmail.com.br
« Anterior 1 Próxima »