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Categoria - Paisagens e lugares Teatro Santana, quem viu...viu, quem não viu... Autor(a): Nelinho - Conheça esse autor
História publicada em 17/03/2014
Lá pelos anos 50, no esplendor dos meus 18 anos, eu tive oportunidade de assistir várias peças do chamado "Teatro de Revistas", que eram exibidas no Teatro Santana (ficava na Rua 24 de Maio, hoje é uma galeria). Arranjei até uma vaga para fazer parte de um grupo cujo trabalho consistia em aplaudir todos os quadros e vedetes que se apresentassem (acho que o nome da turma era Claque). Com isso eu não precisava pagar ingresso e tinha lugar próprio lá no balcão do teatro. 
 
Entre tantas peças eu destaco as seguintes: "É De Xurupito", "É Fogo Na Jaca", "Tem Bububu No Bobobó", "Tôco Crú Pegando Fogo" e outras cujos títulos me fogem... As vedetes, “ahhhh”, as vedetes. Vejam só o time: Angelita Martinez, Anilza Leone, Berta Loran, Carmen Veronica, Consuelo Leandro, Elizabeth Gasper, Elvira Pagâ, Ilka Soares, Iris Bruzzi, Luz Del Fuego, Mara Rubia, Nelia Paula, Maria Pompeo, Renata Fronzi, Rose Rondele, Sonia Mamede, Virginia Lane, Wilza Carla, Zaquia Jorge, Sandra Sandré, Ester Tarcitano, Manon Godoy e Marly Marley (Viriginia Lane e Marly Marlei nos deixaram recentemente). Devo frisar ainda que essas meninas tinham corpos esculturais, nada de botox, silicone, etc., exibiam-se bem maquiadas somente com os dotes de beleza naturais (e que dotes!). Era muito comum elas se dirigirem aos espectadores da primeira fila para estabelecer diálogos maliciosos mas sem pornografia.
 
Hoje o teatro mudou muito, a tempos atrás fui assistir a uma peça e fiquei estarrecido com o número de palavrões que os figurantes falaram. Não sou nenhum puritano, mas tudo tem hora. 
 
Por isso meus amigos, quem viu as peças do Santana, viu... Quem não viu...
 
 
E-mail: lt.ltesser@hotmail.com
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Publicado em 19/03/2014

Bons tempos do Teatro Santana, Nelinho, noites alucinantes, a turma de vedetes animava os fins de semana dos paulistanos. Parabéns pelas lembranças, Nelinho.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 19/03/2014

Nelinho,muito bom ver suas lembranças sobre o Teatro Santana.Hoje, o tempo é outro e os palavrões estão livres em qualquer peça. Bom retorno amigo e um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 19/03/2014

Nelino voltou com tudo. Não é que mudou tudo amigo. É essa televisão brasileira especialista em vulgaridades, para a maioria dos apresentadores, o vulgar, o trivial é a tônica infelizmente se muda de canal e vai ver um filme qualquer.

Programas televisivos privilegiam o banal, o sem gosto, o ibope, o produtor do programa sem falar nas .e as medias para atrair simpatizantes sem gosto algum. Parabéns Nelinho, texto 'aqui óh"!

Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
Publicado em 17/03/2014

Querido Nelinho, o teatro de revista iniciou sua decadência mais ou menos em 1959 em 1964 ele já estava capengando, entrei para o meio nesse ano de 1964, com a rígida censura ele afundou mais ainda, mas ainda havia alguns baluartes do gênero como o Diretor J. Maia, Fernando D'vila, e o ex gerente da Natal Elétrica, agora transformado em Teatro de Revista, com o nome de Teatro Natal Sala Azul e sala Vermelha, que funcionou na Praça Júlio Mesquita aqui em São Paulo enquanto no Rio com o fim do Teatro Recreio, restaram o Teatro Rival e o Teatro Miguel Lemos, nos quais eu ainda participei em duas Revistas com o cômico Silva Filho. já no final dos anos 60, o Teatro de Revista virou um lixo, que nada mais tinha do tempo áureo descrito por você nesse seu texto. Parabéns e aquele abraço cheio de alegrias por seu restabelecimento.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 17/03/2014

Nelinho, eu sempre tive curiosidade em saber alguma coisa sobre os teatros de revista. Então, para mim, o seu texto foi muito bom. Melhor ainda a sua presença, porque o meu amigo tinha sumido há tempo e eu já estava ficando preocupada. Não desapareça, colega. Você faz falta. Quem vai me ajudar a matar a saudade do Ipiranga? Você, é claro. Um abraço, meu querido.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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