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Categoria - Personagens Memórias de Juju - Vida Religiosa Autor(a): Sonia Maria Zumkeller - Conheça esse autor
História publicada em 13/03/2014
Minha mãe e seu irmão Aurino frequentavam a igreja de Santa Terezinha, já que ele era coroinha.
Preparou-se para a 1ª Comunhão na Igreja de Santana, pois foi encaminho pela escola (Grupo Escolar Buenos Aires - atual Padre Vieira). Preparando-se para o momento especial, ele fez um retiro de três dias em uma chácara localizada na atual Rua Salete, no local onde anos mais tarde funcionaria o Colégio Salete; lá ela tinha aulas de catecismo, cantavam, brincavam, lanchavam... (baseada nas minhas pesquisas sobre a família Zumkeller, obtive informações que a chácara ali localizada, pertenceu à família Ract).
 
Sua 1ª Comunhão foi realizada no dia 06 de junho de 1937.
 
Acompanhava seu irmão em todas as missas em que ele ajudava e lá iam os dois muito cedo para a Igreja de Santa Terezinha. Seu irmão ajudava em todas as celebrações; ela ficava esperando por ele e também assistia a várias missas. No final da manhã, os coroinhas recebiam lanche, pois “naquele tempo” participava-se da missa em jejum, para poder comungar e como ela estava lá fazendo companhia, mesmo que a distância, Aurino pegava o lanche e repartia com ela (detalhe: eles estavam separados por uma cerca, já que os padres tomavam conta dos meninos e as meninas, as freiras é que olhavam).
 
Mesmo no inverno, lá iam Julieta e Aurino para a missa. Enquanto o irmão ajudava nos rituais religiosos, ela quietinha se acomodava entre as senhoras mais idosas e aproveitava o calorzinho dos xales!
 
Lembra também que as crianças que frequentavam a missa recebiam um cartão de bônus que no final do ano eram trocados por brinquedos, roupas e/ou sapatos. Minha mãe não era muito cuidadosa com seus cartões, já meu tio os guardava com muito zelo e no final do ano, tirava sempre brinquedinhos para ela e para ele trocava por sapato e/ou roupa.
 
As missas eram rezadas em latim... Como também na minha infância; os sacerdotes ficavam de costas para os fiéis e só os cânticos eram em português!
 
Mesmo morando no bairro do Alto do Mandaqui, aos 15 anos de idade, lá ia ela pela linha do trem até a igreja de Santa Terezinha, onde em 26 de maio de 1951 casou-se com meu pai Osmar Zumkeller (padre Maurílio foi o celebrante)...
 
Lembrando... Lembranças!
 
 
 
E-mail: somariaz@ig.com.br
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Publicado em 19/03/2014

Realmente são rcordações, Sonia, recodações que permanecem gravadas em nossas memórias, lembranças de um periudo de muitas emoções. Parabéns, Zumkeller.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 14/03/2014

Sonia, gostando de saber sobre as historias da Juju.Lendo seu texto lembrei que meu pai ficou muito bravo quando mudaram a missa, mas depois acabou aceitando.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 13/03/2014

Sônia, estou adorando ler os seus textos. Você me deu a oportunidade de uma viagem interessante. Há 30 anos eu trabalhava na rua Salete e sempre quis saber um pouco mais da região. Os seus pais se casaram no dia do meu aniversário, viu? Gostei de saber. Um beijo, querida.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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