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Categoria - Outras histórias Estação Pinheiros Autor(a): Luizinho trocate - Conheça esse autor
História publicada em 12/03/2014
Próximo à Estação Pinheiros do metrô, representantes de uma ONG utilizando coletes estampados com uma fase alusiva a crianças solicitavam auxílio aos passantes – dinheiro, claro.
 
Se os pedintes estavam sendo bem sucedidos ou não, isso não vem ao caso, o que vem ao caso é que a poucos metros dali, sentada na calçada, uma garota – 18 anos no máximo – amamentava um bebê. Ambos em andrajos. O nenê faminto sugava afoitamente, mas era bem provável que nada líquido encontrasse – a fome seca a fonte.
 
Não era possível não olhar; era impossível não ver, mas essas possíveis impossibilidades aos “benfeitores da humanidade” nada diziam. Ali havia uma criança – eles se preocupavam com outras longínquas, inacessíveis. Shakespeare, através de Falstaff na peça Henry IV, diz que por um copo de madeira e uma perna de porco fria - por tão pouco - vendestes tua alma. Assim como eles, passei ao largo. Todos atrás de sol na penumbra, emaranhando-nos na multidão vazia.
 
E-mail: slramos@bol.com.br
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Publicado em 18/03/2014

Texto raro, conteudo aparentemente, inacessível, correspondente as imagens dos figurantes, num contraste revoltante. Parabéns, trocate.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 13/03/2014

Luizinho, esse é o momento de máxima impotência para mim. Rezo e sempre me pergunto o que posso fazer? O pior: não sei como agir. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 13/03/2014

Luizinho,uma situação desta, não gosto de passar e muito menos de ver porque me incomoda demais. Infelizmente temos muitos casos assim, uma pena! Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 12/03/2014

Sabe Luizinho, às vezes, quando vejo isso, sinto como se todo peso do mundo estivesse em minhas costas. É ruim, muito ruim.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
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