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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Morando definitivo na cidade Autor(a): Clesio de Luca - Conheça esse autor
História publicada em 06/03/2014
Tivesse eu ido a São Paulo por essa época para conhecê-la e trabalhar foi meu objetivo em 67, certamente fixaria minha residência em São Paulo ou arredores, alguns bairros que conheço. E com os amigos que hoje temos no site SPMC logo estaria estabelecido, para que eu pudesse ficar mais perto de vocês. Sei que é suposição, minhas origens são outras, mas eu me adapto facilmente.
 
Procuraria o meu saudoso Brás, se não fosse para morar iria ao Mercado Público Municipal toda a semana. Das lembranças passadas, o centro velho seria meu reduto, Bom retiro, na José Paulino, Tatuapé, Mooca, Liberdade, Freguesia do Ó, Santana, Lapa e Penha e ainda Santo Amaro, ali nas imediações da Av. Santo Amaro, Morumbi, Pacaembu e Parque Ibirapuera, Ipiranga.
 
Iria me deslocar de metrô, mas teria meu carrinho para não ter que me submeter a horários e caminhos, pois isso cansa. Não sei o que faria se me desgostasse de alguma coisa da cidade, à alguma decisão arbitrária de algum órgão público com certeza reagiria, pois se há incoerências é preciso protestar.
 
Todos os domingos ou sábados à noite teria o compromisso de assistir às missas, pois dar um tempo para Deus toda semana é uma obrigação saudável que já faço aqui em minha comunidade. Domingo sem missa é semana sem graça, diz meu povo daqui e eu concordo.
 
Ter nutrição do espírito é função humana também. Tenho comigo um livrinho, cujo título é “Por que ir a missa aos domingos?”. Não há desculpas, nenhuma justificativa, podem dizer o que quiserem na casa de Deus estou presente, pois se não for o que iria responder a Deus se me indagasse: Por que você não me procurou nas assembleias do povo onde a palavra de Deus era pregada? Tremeria de medo. O temor de Deus, um dos sete dons do Espírito Santo é o principio de toda a sabedoria. Iria ligar para meus amigos de vez em quando para saber notícias e convidá-los para algum programa, inclusive nas celebrações eucarísticas, pois no caminho de Deus está essa devoção que cultuo.
 
Mas voltando a cidade. Procuraria me adaptar aos horários de pico, me submeteria à rotina paulistana, pois não sou melhor que ninguém. Respeitaria o rodízio de placas e aproveitaria os shows e programação das artes na Pauliceia, e conheceria bons restaurantes e bares, lanchonetes e pizzarias chinesas, para comer brotinho ou pizza grande e ainda alguns salgadinhos como pastel de feira e outros comestíveis da gastronomia paulistana. 
 
Iria ao Mercado, setor de frutas e hortifrutigranjeiros, Rua Santa Rosa para aquele queijo especial e outras guloseimas e em casa prepararia o meu cardápio. Costumo sempre convidar algum amigo para se servir do prato, pois gosto muito de cozinhar, sou apaixonado.
 
Teria meu aparelho de som, onde curtiria os sons que gosto de todos os gêneros, curtiria o bom som acústico e teria meu estoque de DVDs para música e cinema. Claro que iria ao cinema de vez em quando se o filme for bom. Amo o cinema.
 
Teria meu rádio para ouvir músicas e o noticiário para saber dos congestionamentos e alguma chuva forte prevista para não ficar preso.
 
Acho que moraria sozinho, pois onde encontraria alguma mulher louca que quisesse e topasse ficar comigo com a cabeça avoada que eu tenho? Não só a cabeça, mas o temperamento “explosivo”, apesar de ser um cara pacato, de paz e cordialidade.
 
Penso que estaria ligado a alguma faculdade, ou universidade, pois esse ambiente me é agradável, participar de palestras e seminários sobre algum tema importante, como segurança, drogas, saúde, transportes, sistema prisional, comunicação, literatura e outros assuntos desnecessários frisar.
 
Ligaria com frequência ao São Paulo minha cidade para saber notícias do site e quando estaria previstas as publicações de meu textos, pois se gosto de escrever, gosto de ler o que escrevo, bem como os textos de meus colegas “escritores”.
 
Alguns deles fariam questão de visitá-los em suas residências, ou passar por lá para a carona e ir a lugares marcados para curtir ao vivo e agora todas as festividades programadas. Não seria legal, massa mesmo, curtir todos esses momentos juntos?
 
Conversar sobre diversos temas: política, literatura, notícias sobre a cidade, algum melhoramento, algum jogo do Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro, das séries A e B.
 
Iria vez ou outra à Baixada Santista para ver de perto as famosas praias do Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe e aquelas estações, comportas, enfim, alguma represa onde pudesse ver a natureza e se desse uma pescaria.
 
Iria aos parques, museus, teatros, casas de shows, Pinacoteca, bibliotecas públicas, Sala São Paulo espiar a Osesp se o preço não fosse tão caro.
 
Viajaria pela periferia e cidades vizinhas para conhecer esses lugares de convívio próximo à cidade de São Paulo. Buscaria as lojas e departamentos de confecção para andar bem vestido, traje esporte e social para algum evento social importante.
 
Que mais eu faria? Iria às clínicas e hospitais públicos para ver como anda a saúde, nos check-up para preservar a existência. Tomaria meus remédios de rotina e as vitaminas para sempre ter disposição para qualquer trabalho que seja necessário.
 
Sobre este texto, pensei por uns dias o que escreveria mais para o site, e me ocorreu esta ideia, pois penso que temos que nos abrir à comunicação, pois quem não se comunica não ama.
 
Assim fazendo estaria tendo a oportunidade de convívio com a cidade de São Paulo, e sem reclamar, pois ela mora no meu coração, assim como minha cidade natal e nesta capital onde moro há 43 anos. Semana que vem farei aniversário natalício, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e neste texto aproveito para enviar a todas as mulheres do site e do Brasil, São Paulo, o meu carinho e o meu respeito por vocês tão exploradas e tão maltratadas por homens malcriados. Não sou santo, também tenho culpa em cartório, sabem o homem é esse macho metido a besta que pensa que é dono do mundo. Coitado de nós. Não fossem as mulheres, o que seria de nós?
 
Parabéns a todas vocês e às mulheres da equipe São Paulo minha cidade. Olhem, não estou fazendo média, estou com disposição de oferecer a minha saudação e a faça com todo o carinho e prazer. Caso tenha deixado de citar alguma coisa da cidade que seja importante, e só me dar um toque, que capito na hora, certo?
 
E-mail: clesiodeluca@yahoo.com.br
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Publicado em 11/03/2014

Querido Clésio isto é pura nostalgia...Parece até um filme romântico cheio de senas em lugares lindos aconchegantes com muitos passeios, amigos,visitas e festividades...Acorda Clésio São Paulo como voce sabe é um corre corre danado dia e noite parece que ninguém tem tempo nem de vizitar sua própria família,e a violência não permite que andemos em nenhum lugar como se estivessemos passeando...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 09/03/2014

Parabéns pelo seu aniversario e muito obrigada pela homenagem pelo dia da mulher. São paulo é assim, temos que nos adaptar constantemente, mas ela está sempre em nosso coração. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 07/03/2014

Andar por São Paulo, buscando seus lugares, faz-nos parte deste todo, algo de pertencimento e identidade com o lugar, ter a “marca de registro” da cidade de São Paulo, por aonde se vá. Esse sentido urbano de “flanar” buscando sua história escondida em cada pedacinho é algo fascinante. Uma cidade máscula que tem em seus recantos a beleza feminina. Parabéns pela crônica.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 06/03/2014

Clésio, amei esse seu texto, parabéns.

Você ama tanto São Paulo que considera a possibildade de voltar a morar na Metrópole, eu também amo Sampa, mas depois de viver por 35 anos fora da cidade gosto de visitá-la de vez em quando, mas creio que não me adaptaria a essa correria de novo.

Ah! Parabéns pisciano eu também sou de março, dia 01.

Abraços.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 06/03/2014

Clesio - A maioria do povo esqueceram de Deus - Os políticos fizeram campanha para entregarem as armas . Acredito que uma minoria concordaram a assim o fizeram. Agora o povo ainda não sabe que a maior arma que possuímos e ninguém pode tirar é a "Oração" Forte abraço. Olha, tomei a liberdade e caminhei do teu lado ...

Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 06/03/2014

Antes de mais nada, feliz aniversário, de Luca e quanto a sua extença e graciosa peregrinação por São Paulo, ela está bem dentro de nossas alegres expectativas. Gostei da sua imaginação, parabéns, Clesio.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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