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Categoria - Outras histórias As ruas: brigas no trânsito Autor(a): Luizinho trocate - Conheça esse autor
História publicada em 10/03/2014
Cena extremamente comum em São Paulo. Foi assim: Eu ia tranquilamente, a 50 Km/h, dirigindo meu carro pela esquerda da via. Ao lado, meu filho e, à minha frente, outro carro ia devagar quase parando; estercei para a direita e entrei. Ao entrar, por pouco não jogo no chão um motoqueiro. Não joguei, ele não caiu. Buzinou estridentemente e saiu esbravejando, olhando para trás, ameaçando.
 
Em um repente, esbravejei também. Tudo morreu aí. Não houve briga, meio que temendo um ao outro (sempre nos passa pela cabeça a ideia de que um dos dois pode estar armado, não é?), paramos em um farol, lado a lado, mas ficamos como se nada tivesse acontecido. Foi bem melhor assim!
 
Acabou meu dia! Deixei o garoto na escola e pensei nesse incidente o dia todo, afinal, eu não deveria ter revidado aos xingamentos do motoqueiro. Não é justo mostrar “esse pai” agressivo, truculento – que na realidade não sou - ao meu filho. Ele e eu não merecemos!
 
Porém, depois do almoço, na região onde trabalho (região do Ipiranga), conversando com uma colega de trabalho, contei o que se passou e esta, ao ver meu ânimo tão para baixo, comentou “fica assim não, recentemente eu, meu marido e nossa filha voltávamos de uma festa. Fomos fechados por um motoqueiro, meu marido, assumindo uma culpa que não era dele, pediu desculpas para evitar brigas; o motoqueiro, sentindo – ou imaginando – que estávamos com medo, cresceu. Encostou a moto, veio até nosso carro apavorando e saiu chutando nossa porta. E minha amiga concluiu - vamos ao estacionamento que eu te mostro as marcas”.
 
Aí está. Não é racional brigar, ainda mais por motivos tão fúteis, mas alguma coisa vai mal com as pessoas hoje em dia. O revide é um risco; a anuência é outro.
 
 
E-mail: slramos@bol.com.br
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Publicado em 18/03/2014

A dúvida permanece, Luizinho, como devemos agir? sinceramente... não sei!

Parabéns, Ramos.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 12/03/2014

Luizinho, concordo com você, mas aceite uma opinião minha. Não encrenca não, é melhor.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 12/03/2014

Evitar o confronto sempre é salutar, pois se há a "guerra" no trânsito paulistano cotidianamente "alguém" tem que racionalmente usar o bom senso e procurar apaziguar os ânimos numa frota de mais de 6 milhões de veículos "encaixotados" nas ruas da cidade São Paulo, por vezes a beira do caos.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 11/03/2014

Luizinho, a condição humana é tão complicada que nunca temos certeza de como agir diante do imprevisto. Eu também sou assim. Odeio violência, inclusive a verbal, mas tem hora que a gente não aguenta. Um abraço e fique melhor, meu querido.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 11/03/2014

Eu tenho medo de tudo...podem me fechar me chingar eu passo sem nem olhar para o lado. Chego a quase parar o carro quando vem aquela fila indiana de dezenas de motoqueiros voando pelos vãos minúsculos entre os carros...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 11/03/2014

hoje em dia e muito perigoso o motorista fazer qualquer gesto,

pode levar um tiro de graça.

Enviado por João Cláudio Capasso - jccapasso2@hotmail.com
Publicado em 11/03/2014

Luizinho, na verdade o problema é a falta de educação de alguns motoristas e motoqueiros (principalmente estes últimos) que se acham donos das ruas e cometem verdadeiras barbaridades arriscando a própr0ia vida, é uma pena mas convém não brigar pois não sabemos o que está do outro lado, parabe´ns pelo texto.

Enviado por Nelinho - lt.ltesser@hotmail.com
Publicado em 10/03/2014

Luizinho, sou da paz e estou longe das brigas e atos de violência.Uma pena isso acontecer no transito, corre-se o risco.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 10/03/2014

Não há quem não passou por isso Luizinho, o transito mexe com as pessoas e principalmente quem tem indole para o mal, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
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