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Categoria - Personagens Memórias de um assassinato (Miguel Chammas) Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 05/03/2014
Ele começa sua narrativa exaltando o que há de mais rico em nossas vidas, a formação da sua família. Acredito que todos nós que escrevemos nossas histórias aqui no SPMC tenha comentado ou narrado fatos vividos nas nossas famílias, relembrando dos nossos pais, avós ou os “nonnos”, palavra que passou a fazer parte do nosso vocabulário, herdada da colônia italiana naquela época.
 
Os tios e tias que visitávamos aos domingos, as reuniões em família em que o prato principal era a famosa “macarronada da mama”. Após seu relato vem o que me prendeu e me aterrorizou na sua história, “o assassinato”. Na sua narrativa os personagens são: ele e seu irmão. Comecei imaginar coisas terríveis que só poderia ter ocorrido com o seu irmão. Credo, será que assassinaram seu irmão? A história me prendeu de tal maneira que não via a hora de ver o final, como nas histórias de tantos filmes que assistimos, que no final o assassino é o mordomo. 
 
Porém, não passou de uma peraltice praticada pelo seu irmão. “Arre”! Isso me fez lembrar da nossa época em que, “As folhas” lançaram na década de 70 o Jornal “Notícias Populares”, que muitos de vocês conheceram. O valor também era popular, um cruzeiro. O foco do jornalismo ali impresso era casos de assassinatos, roubo, e tudo que acontecia de pior na nossa capital, Sampa. Diziam na época: se você torcer o jornal corre sangue. A manchete do dia era estampada em letras garrafais, chamando a atenção dos leitores, e ficava dependurado por um pregador de roupas bem na entrada da banca, formando-se rodinhas para ver a tragédia ocorrida no dia anterior. 
 
Naquela época, na maioria dos pontos iniciais dos ônibus havia uma banca de jornal. Estava eu sentado em minha mesa de trabalho, e aos poucos iam chegando os funcionários, quando notei que a maioria chegava com um jornal de baixo do braço. Cada um sentava-se em sua mesa, logo abria o principal caderno e gastava-se um tempo lendo a principal notícia daquele dia, no que pude notar a manchete que dizia: “Cachorro faz mal a uma moça”. Meu Deus será que o repórter pegou em flagra o cachorro copulando com uma moça? Será que tem fotos? 
 
Só sosseguei quando o Sr. Rubens dando muita risada, jogou o jornal na minha mesa, pedindo para que eu lesse a manchete. Não havia fotos, e sim a notícia de que:
 
Uma moça comprou um “cachorro quente” em uma lanchonete no Largo do Café e o sanduíche lhe fez mal. (risos...) Olha gente estou até pensando que esse repórter da época era o “Miguel Chammas”, vocês não acham? (risos).
 
Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo. Minhas malas coloquei no chão. Eu voltei. Era o nosso rei Roberto. Abraços a todos.
 

 

E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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Publicado em 09/03/2014

José, era assim mesmo e quem não lia a noticia toda não iria saber qual era a verdade. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 07/03/2014

José, concordo com você. Nós, do site, temos a felicidade de falarmos sempre das nossas famílias e das doces memórias. Gostei muito da crônica, como era de se esperar. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 06/03/2014

Com certeza Aureliano, com certeza.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - marcoslur_ti@yahoo.com.br
Publicado em 06/03/2014

Lembro bem do Notícias Populares, Aureliano, deixou boas e irônicas recordações. Quanto as notas sensacionalistas, sempre foram os recursos dos reporters pra aumentar a venda de jornais. Hoje são substituidos pelos Datena e Marcelo, na TV, com recursos bem mais abrangentes. Lembrando o Miguel, ele está pra ser julgado até hoje. Apresentou recursos, alegando "fuga momentânea de princípios ímpios", (rsrsrsrsr)

ParaBÉNS, Oliveira.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 06/03/2014

Quando o cantor e compositor Sergio Ricardo participou do III Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record, foi vaiado pelo público ao cantar "Beto bom de bola", e nervoso, quebrou o violão e atirou-o contra a plateia, esse pasquim chamado noticias populares publicou uma manchete com esse titulo: VIOLADA NO AUDITÓRIO DA TV RECORD, Eu passei pela banca comprei o Jornal e quando fui ler a reportagem no interior do mesmo, fiquei sabendo que a historia era outra. Noticias Populares deveria ser chamado de NOTICIAS ENGANOSAS.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 05/03/2014

José, você tem espírito iluminado, cheio de predicados bons e pouca coisa de mal. Você é uma das colunas mestras deste site, parabéns por tudo o que você é, e pelo texto.

Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
Publicado em 05/03/2014

Realmente as notícias do referido jornal por vezes nos pregavam peças, pois pareciam algo "forte" mas não passavam de algo hilário. Parabéns pela crônica que nos "prende" até o final.

Enviado por Carlos Fatorelli - cafatorelli@gmail.com
Publicado em 05/03/2014

"De assassino a astro da literatura de suspense"

É esta manchete que tenho vontade de publicar agora que li teu texto.

Sinto-me "deverasmente" (como diria aquele prefeito criado por Dias Gomes)elevado ao pináculo da glória.

Amigo,embora me sinta imerecedor de tal elogio quero deixar aqui registrado meu maior agradecimento pela honraria de merecer um texto inteiro de sua lavra.

Vou me esforçar para melhorar cada vez mais meus rabiscos.

Enviado por Miguel S. G. Chammas - misagaxa@terra.com.br
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