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Categoria - Outras histórias A tecnologia tem momentos engraçados Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 10/02/2014

Não é necessário entrar em detalhes sobre as atuais tecnologias que surgiram nessas últimas décadas. Tem lá as suas desvantagens que são de tal forma preocupantes sendo uma delas a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas.

Não é necessário entrar em detalhes sobre as atuais tecnologias que surgiram nessas últimas décadas. Tem lá as suas desvantagens que são de tal forma preocupantes, sendo uma delas a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio, neste tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas. 
 
Na área de telefonia que fez parte do meu trabalho, até publiquei um texto falando sobre o meu primeiro telefone, da dificuldade para termos ele em nossas casas, isso há quase cinco décadas atrás, para as indústrias, comércio e principalmente bancos, que tinham que estar em contato permanente no seu dia a dia com suas agências; a dificuldade encontrada com os poucos recursos daquela época era crítica.
 
Dependíamos da Companhia Telefônica Brasileira, que funcionava na Rua Sete de Abril. O serviço era semiautomático, onde as ligações para os outros estados passavam todos por ela. Pedia-se uma ligação para a “CTB” (como era conhecida), para uma outra localidade do interior ou de outro estado, tendo que ficar aguardando ela completar, ligando para você assim que era completada a ligação. 
 
Tinha ligações que pedia-se pela manhã e era completada somente à tardezinha. Havia também cidades pequenas em outros estados que possuíam somente um (PS) posto de serviço, que ficava geralmente na prefeitura e era atendido por um funcionário que atendia as ligações, indo na casa ou no comércio chamar a pessoa solicitada. 
 
Como já divulguei, a nossa matriz ficava na Rua Álvares Penteado e o nosso chefe era o Sr. Dirceu Bispo, alcunha “Bispo da Matriz”. Devido ao tempo perdido para fazerem essas ligações, as agências centralizavam essas comunicações na nossa divisão, que encarregávamos de transmiti-las. As ligações para esses “PS” eram terríveis, com muito chiado e difícil de se entender. E lá estava o Sr. Bispo em uma dessas ligações tentando falar com a interlocutora que o atendeu para chamar o gerente da agência. 
 
O senhor poderia repetir? Não estou entendendo; e ele gritou com todas as forças de seu pulmão: aqui é o Bispo da Matriz, queria falar com o gerente do banco. Um momento, por favor... Dez minutos depois: Alô, Vossa Excelência Reverendíssima, às suas ordens. Quem está falando aí? Aqui é o Padre José da Paróquia Nossa Senhora. Deve haver um engano, eu estou querendo falar com o gerente do Banco... Bem, a moça disse que o Bispo da Matriz queria falar comigo, não estou entendendo nada. O meu nome e Bispo, e estou falando aqui da Matriz do banco. Muito bem, deve ter sido um mal-entendido, vou chamar a moça, tenha um bom dia. (Risos). 
 
Já na década de 80, chegaram os primeiros terminais de vídeo, que gravavam os cheques em uma fita cassete para enviar o nosso “DPD”, antes de irem para a compensação. A moça encarregada desse serviço nos ligou solicitando um técnico em razão do terminal estar com defeito. O técnico pedia uma dica do que estava acontecendo, muitas vezes resolvia-se o problema pelo próprio telefone. Olha senhor, não sei bem direito não, mas a tela aqui não está aparecendo nenhum “vurto” e não quer prosear (risos). As más línguas dizem que essa garota era daqui de Vera. A outra ligou dizendo que o terminal não estava ligando. A senhorita poderia verificar se o fio do terminal está ligado na tomada da rede elétrica? Um momento. Dez minutos depois vem ela se desculpando que demorou em razão do prédio estar sem energia e estava muito escuro, mas afirmando que o terminal estava ligado na tomada de energia...
 
Será que é grave senhor? Gravíssimo, minha senhora (risos). Alô, aqui é da Sabesp, estamos recebendo varias ligações do bairro do Tatuapé, informando a falta de água. Verifique por gentileza em seu banheiro se possui água. Um minuto. Alô, aqui está tudo normal, tem água abundante em nosso banheiro. Então aproveite e vai tomar banho – “tu tu tu tu...” – (risos). Coisas (trote) da nossa época. Abraços a todos...
 
E-mail: joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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Publicado em 11/02/2014

Aureliano, interessante as pegadinhas evoluem também com a tecnologia, não esqueço de uma, onde um estagiario de uma metalurgica foi mandado por fone ao almoxarifado da firma buscar um eletrodo de madeira e ele foi e pediu, foi brincadeira por meses, valeu, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 10/02/2014

Me lembrou de um caso que meu filho conta, ele trabalhou na Atento e como a telefonica agora também vende sinal para computador, uma senhora ligou reclamando que o computador estava com problemas, ele mandou ligar o aparelho e foi dando as instruções uma delas era que ela fechasse todas as janelas ( do computador claro), a senhora pediu para esperar um pouco,depois de um bom tempo ela retornou achando esquisito ter que fechar todas as janelas da casa. KKKKK

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - gibajuba@yahoo.com.br
Publicado em 10/02/2014

Muita engraçada esta sua crônica, Oliveira, o tempo em que pra ter um aparelho de telefone era preciso ter muita sorte e as ligações interurbanas perdiam para as comunicações feitas em fogueiras, usando a fumaça, como os índios americanos. Parabéns, José.

modesto laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 10/02/2014

José, gostei muito, principalmente do humor... e do "vurto". Um abraço, meu querido.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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