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Categoria - Outras histórias Os mananciais da minha terra Autor(a): Benedita Alves dos Anjos - Conheça esse autor
História publicada em 22/01/2014
Fui até o portão para dar minha caminhada e pensei:
- Hoje não dá.
 
A danada da gota me pegou de jeito. Paciência, amanhã estarei melhor. Então vou fazer o que mais gosto, escrever.
 
Um amigo meu colocou uma foto no Face, mostrando como está a barragem: completamente seca. Fiquei preocupada e pensei:
- Preciso economizar água.
 
É, mas a gente paga.
- E daí?
 
Os recursos naturais um dia vão acabar, se não economizarmos. Tudo acaba. Essa barragem é imensa; só do sítio do meu pai foram oito alqueires desapropriados.
 
Eu não tenho ideia do quanto ela é imensa. Ela abastece toda a São Paulo. E debaixo de toda aquela água estão os caminhos da minha infância. O bairro onde eu nasci, bairro do Bugio. O sítio do japonês X, dizíamos assim porque o nome dele era muito difícil.
 
Toda aquela mata onde eu e meus irmãos íamos buscar lenha. Colher palmito, caçar tatu, e outros bichos. Isso quem fazia eram os adultos, e os cachorros voltavam com o focinho cheio de espinhos.
 
E nos ribeirões tinha peixe, muito peixe. E, quando chovia, minha mãe colocava um saco de estopa que enchia de bagres, lambaris e peixes de água doce. Se eu for contar fico aqui me estendendo demais.
 
Na entrada da minha cidade, na rotatória, tem uma escultura de peixes. A cidade tem o nome Piracaia, que dizem que quer dizer peixe frito.
 
E o pessoal de São Paulo, nos fins de semana, vem pescar, fazer trilhas. Então esta água é abençoada.
 
Ser como a água,
que depois de regar, florescer, frutificar,
dar de beber aos homens e animais
e colorir o arco íris
volta humilde para o fundo da terra.
 
E-mail: dosanjos81@gmail.com
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Publicado em 28/01/2014

Benê,quanta saudade tenho daqueles tempos que meus irmãos caçavam passarinhos com estilingue no bambusal e nós as meninas pegávamos rãs no brejo era o nosso banquete aos domingos,mamãe fazia polenta e nós nos deliciávamos com estas iguarias,exatamente como fazem os índios que caçam para sobreviver,infelizmente as coisas mudaram muito no planêta mas eu e nem voce não somos a causadora disso...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 26/01/2014

MEU PAI, COITADO,

COMO BANDIDO FOI INTIMADO

A SER DESAPROPRIADO

DE SUA TERRA NATAL

MAS NÃO FAZ MAL

HOJE ESTÃO ENTERRADOS

NO "CAMPUS SANCTUS"LADO A LADO

SITIANTE, JUÍZ, ADVOGADO

AGUARDANDO O JUÍZO FINAL.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 24/01/2014

Sra.Benedita

Terei enorme prazer em visita-la,ou nos encontrarmos convido a sra.também a visitar-me em Parelheiros onde temos uma chacara,embora nos ultimos aos não more lá,mas morei por anos,mas por motivo falecimento na familia,moro no Butantã,mas minha história com São Paulo remonta de longos anos.

Como a sra. gosta de passear por São Paulo,sugiro um passeio a Reprêsa do Guarapiranga,onde temos um monumento em homenagem ao "Herois da Travessia do Atlantico",muito bonito,tem uma histporia longa,onde os autores Carlos Fatorelli,Estan,Vilton Giglio,participaram pela busca e por onde estava com mais as seguintes pessoas,Neuza,Werena, e mais mil pessoas,que no final terminou com seis. Essse monumento fica na Av. Atlantica bem no começo dela,caso queira mais detalhes leia a história do autor Carlos Fatorelli,no site SPMC.

Nosso site é otimo por ser único e democratico.

Voltei a frequentar novamente os bancos de uma faculdade por esse motivo não tenho postado comentários e minhas histórias,mas leio sempre.

Um abraço fraterno.

Enviado por Vilton Giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 24/01/2014

Sr Vilton, meu pai foi "obrigado" a sair de lá.

Mas por aqui tudo ainda está bem,na minha chácara não mato os pássaros, não caço os tatus, nem uma lagartixa eu mato.

Se quiser conferir é só vir me visitar.

Terei enorme prazer em recebe-lo.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 24/01/2014

Gostei do seu desabafo, Vilton,pode desabafar, este site é para isso.

Portanto escreva mais.

Faz tempo que não vejo seu comentário em meus textos.

Obrigada por ser franco e sincero.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - dosanjos81@gmail.com
Publicado em 23/01/2014

....então vamos lá galera,comeram os tatus,peixes,cortaram as "árves",poluiram as nascentes,venderam oito hectares ganharam dinheiro,(o que deram em troca ou seja a compensação),fizeram latrinas,cisternas,cuidaram das águas,preservaram a região?

Ver da janela o que fizeram não podem ter saudades nenhuma,acabaram com a natureza,pobres tatus,peixes,se duvidar até as cobras e os passaros comeram era mais fácil não precisava tratar de nada,nossa mata-atlântica foi destruida e continua sendo,todos os animais,a flora,foram "comidos diariamente e infelizmente",conheci um sujeito eremita troclodita que até armazenava tatus mortos para come-los depois,ah! até os macacos comeram da região.

Triste seu texto só não chorei(de raiva).

Enviado por Vilton Giglio - viltongiglio25@gmail.com
Publicado em 23/01/2014

Ótimo Benedita, sempre é bom lembrar que água é a fonte da vida sem ela...estamos fritos. Basta dizer que podemos passar 10 a quinze dias sem nada comer, mas é impossível ficar 7 dias sem água ou qualquer liquido. e eu espero que para todo o sempre possamos todos cantar aquela famosa marchinha gravada pela Emilinha Borba, que dizia, TOMARA QUE CHOVA TRÊS SEM PARAR. PARABÉNS PARA VOCÊ E PARA OS 460 ANOS DE NOSSA QUERIDA SÃO PAULO.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 22/01/2014

Benedita, cuidar e muito da nossa terra, esse é o caminho que todos nós precisamos seguir.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 22/01/2014

Oi Benedita. Por seu texto, eu tenho certeza: - Você era feliz...e sabia!

Enviado por Debrando - cavinatohv@uol.com.br
Publicado em 22/01/2014

Lindo, Benê. Você tem histórias ótimas, cheias de doçura para contar. Infância bonita, com experiências interessantes, que eu não tive nem de longe. Parabéns, querida. Gostei muito. Um beijo.

Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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