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Categoria - Outras histórias Uma tarde de gás na João Mendes Autor(a): Simone Savage - Conheça esse autor
História publicada em 15/01/2014

Nasci em 1969 e nos anos 70 era ainda Ditadura no Brasil. Vivenciei um beliscão inesquecível da minha mãe, quando disse algo em "alto e bom tom", na rua que ela me fez prometer nunca mais repetir. Vivenciei também quando criança uma greve selvagem de bancários com bombas de gás lacrimogêneo, portas de vidros quebradas e incêndios.

 

Estávamos nós três na rua, meu irmão pequeno, de velocípede. De repente, correria. Entramos em uma garagem subterrânea para nos proteger do quebra-quebra. Havia mais pessoas que ar para respirar. Algumas pessoas passavam mal, os idosos principalmente. Faltava água e o cheiro das bombas de gás infiltrava no recinto. Ficamos umas cinco horas dentro desta garagem, até percebermos que a demonstração havia terminado. Quando saímos, vimos vidros estilhaçados e ruas vazias de medo. Eu era uma criança, mas conheci de perto a fúria da indignação.

 

E-mail: mrsisar@gmail.com
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Publicado em 20/01/2014

Experiência bem lacrimogênia e inesquecível, Simone. Parabéns pelo relato.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 17/01/2014

Nos anos cruéis da ditadura eu trabalhava no centro de São Paulo,e muitas vezes ficávamos sem poder sair do escritório e voltar para casa,pois a manifestação era intensa... eu era muito jovem e não percebia o valor destas manifestações,hoje quando vejo reportagens desta época sangrenta de tortura e horrores meu coração também dói em soliedariedade as famílias que perderam seus entes queridos tão cruelmente...

Enviado por Walquiria - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 15/01/2014

Simone, ainda bem que tudo isso passou. Uma época que não me trás boas recordações.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - margaridaperamezza@gmail.com
Publicado em 15/01/2014

Como você tem podido constatar, a coisa toda continua só mudou mesmo foram os mandantes, alguns até me parecem serem os mesmos que outrora, foram ou eram as vitimas. E parabéns pelas "belas" lembranças. Mande mais.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - 27.miranda@gmail.com
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