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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Festa da Cerejeira - Sakura Autor(a): Ruth Maia Fugita - Conheça esse autor
História publicada em 13/11/2012
Festa da Cerejeira – Sakura, em japonês significa árvore símbolo do Japão. No dia 17 de junho de l977 fez-se o primeiro plantio de Cerejeiras no Parque do Carmo, Itaquera-SP. Totalizou-se 200 mudas que vieram do Japão e que tiveram a climatização feita em Campos do Jordão.

Na comemoração de 70 anos da imigração japonesa no Brasil, com a ajuda dos membros das Associações Nipo-brasileira da qual faziam parte minha cunhada Toshico (Nair) Fugita e Paulo Sato, ergueu-se o primeiro monumento no casarão do Parque do Carmo onde se formava um bonito jardim típico japonês.

Todos os anos no mês de agosto é realizada a Festa da Cerejeira no Parque do Carmo, que conta com mais de dois mil pés. É quando elas estão mais exuberantes e carregadas de flores; esta florada dura apenas alguns dias. Há vários exemplares das espécies plantadas: a Okinawa é a primeira a florir, por volta de junho; a Himalaia e Oshima têm florido em meados de julho; a Yukiwari é a estrela da festa, tem a florada no final de julho para início de agosto com variação de dez dias para mais e dez dias para menos.

Em l994, em comemoração aos cem anos do Tratado Brasil-Japão, foram plantadas cem mudas de ipês branco, além do roxo e amarelo, plantadas posteriormente. O ipê é a flor símbolo do Brasil, passando também a Associação Nipo-brasileira ser guardião do Símbolo Nacional Brasileiro. Nesta época o Bosque das Cerejeiras recebe milhares de visitantes. Este quase ritual no Japão é conhecido como Hanami (olhar as flores). Sentir a carícia de suas pétalas no rosto transmite paz interior.

No Brasil, as pessoas mais idosas ao estarem sob as flores e chuva de pétalas declaram estar viajando no tempo. É um maravilhoso espetáculo da natureza, muito apreciado, filmado e fotografado pelos visitantes. Na festa há apresentação de danças folclóricas, taikos (tambores japoneses tocados pelos jovens), vendas de mudas de cerejeiras além da venda de comidas típicas nas barracas denominadas "baiten", como mandys, yakissoba, sakura moti, tempurás, udon etc, além de barracas com pastéis e churrasco. Com isso, angariam-se fundos para a manutenção das cerejeiras e dos ipês durante o ano.

Um lindíssimo espetáculo, imperdível, graças à perseverança, dedicação e muito trabalho do Sr. Katsutoshi Matsubara, que no dia 18 de junho de 1977 fundou a Associação das Cerejeiras do Parque do Carmo, da qual a primeira comissão de plantio das Cerejeiras fazia parte meu sogro, Sr. Itaro Fugita, como Relações Públicas, hoje já falecidos.


E-mail: ruth.fugita@uol.com.br
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Publicado em 12/02/2013 Adorei a história e sabe até me emocionei e voltei no tempo e lembrei um pouco da minha infância pois cada ano eu dançava nessas comemorações. Me lembrei dos meus avós tempo tão bom que não volta mais... Obrigada pelas boas recordações Enviado por Alina Sato - alinasato34@gmail.com
Publicado em 25/11/2012 Que historia bonita, eu não sabia que havia tanta
tradição atrás de uma flor tão bonita.
Parabéns, continue escrevendo
Enviado por Daleth Dias - dalethdias@yahoo.com.br
Publicado em 19/11/2012 Ruth, gostei muito do seu texto, até porque você situou a importância do intercâmbio cultural entre os dois povos. A minha mãe reside no norte do Paraná e eu fui ao horto da cidade buscar para ela e para mim algumas mudas. A dela vingou e está muito bonita na porta da casa. A minha, infelizmente, não foi adiante. Acho que ela não gostou do clima de Florianópolis. Eu adoro cerejeira, mas não conheço o espaço que você citou. Obrigada pela informação e meus parabéns. Um abraço carinhoso. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 18/11/2012 Querida Ruth, dizem que esta festa,é o cenário
mais lindo de se admirar e agradecer a Deus por tanta beleza.Com esta sua narrativa estou me
prometendo este presente para o próximo ano,ou a próxima florada...Quero presencear o espetáculo vivo deixado pelos Srs.Itaro Fugita,Paulo Sato e Dna Toshico e gravar nas minhas lembranças este
que deve ser um pedacinho do céu.
Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 13/11/2012 Deve ser uma festa encantadora. Quem sabe eu visite São Paulo em uma destas festas. Na cidade de minha família (Alfarnate-Espanha) também tem festa da cereja. Gostaria de visitar ambas, nesta ocasião. Parabéns ao sr. Katsuotishi Matsubara e Sr. Itaro Fugita e todos os demais pela iniciativa. Enviado por Marina Gentile - dagazema@gmail.com
Publicado em 13/11/2012 Ruth - Na cidade visinha a nossa aqui no interior "Garça" existe uma praça também com Cerejeiras, plantadas e cuidadas por Japoneses e tem as festas entre junho e julho. Esse ano fomos até a entrada da cidade mas, havia tanta gente da região que desistimos e viemos embora. Bem em frente a minha casa aqui em Vera mora o Sr. Yamata que por sinal tem no seu jardim uma arvore Cerejeira. Da minha sala da para admira-la. Na florada que maravilha, pena que seja por pouco tempo. ABRAÇOS ... Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
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