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Categoria - Paisagens e lugares Lembranças do Rio Tietê na Zona Leste - Penha Autor(a): Rubens Rosa - Conheça esse autor
História publicada em 26/08/2012

Aquele trecho da Marginal Tietê, do Corinthians até a divisa de Guarulhos (Penha), era nos anos 60 um enorme aterro, somente terras, onde hoje é o mercado Extra (antigo Pães Mendonça). Na Souza Ramos tudo era plano de terra, havia também a fábrica de tintas CIL, que tinha um cheiro horrível de enxofre, minha infância foi toda nessa região, descalço, calça curta, corria para todos os lados atrás de balões, empinava papagaios, a turminha jogava bola na rua, e assim vivíamos a nossa infância, sempre atravessava o Rio Tietê, da Penha para Guarulhos, com o meu pai remando um barquinho de madeira, pois do outro lado do rio havia várias chácaras/Sr.Celestino. E o meu pai ali o ajudava, e na hora do almoço eu ia levar a marmita que minha mãe fazia toda amarrada em um pano de prato super branco.

Também tínhamos uma chácara e eu saia nas ruas com uma cesta de vime vendendo almeirão, salsinha, cebolinha, couve, tudo plantado em nossa casa, cujo dinheiro ajudava em nossa humilde vida, nadava no Tietê, havia pedras no meio do rio parecendo cachoeiras, bebia a água sem nenhum problema, inclusive consumia essa água em casa, havia também, ali, a fábrica do Paschoal Thomeu que beirava a linha do trem da Central do Brasil, sempre acompanhava a troca de vagões e perambulava pelos trilhos da Central, na parte que divide a Penha e Guarulhos, embaixo da ponte havia uma fábrica de barcos de madeira, estava sempre por lá perambulando. Mas, a partir de 1964, começou a chegar o progresso, iniciando a Marginal Tietê e tudo o que hoje se vê por lá, mas com certeza quem viveu aqueles anos 60 naquela região, hoje, ao passar por lá, vêm imediatamente à nossa memória aqueles doces dias.


E-mail: rrosa49@yahoo.com.br

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Publicado em 21/11/2012 Prezado amigo, também desfrutei do Rio Tiete, que passava em Sao Miguel Paulista, bem como de suas lagoas na varzea, nadava, pescava, caçava porquinhos da india e lebres, meu pai chegava do trabalho as 14,00/15,00 horas, pegavamos os cachorros, levava pão com mateiga e agua, era muito gratificante, quantas saudades.. abçs. Enviado por JOÃO ROBERTO COYADO - coyado@terra.com.br
Publicado em 26/08/2012 Rubens o meu treco era do Corinthians para a Rua Tuiuti onde morava, em frente a Chacara Matarazzo, hoje o Piqueri chegamos em 53 nessas redondezas - A vida de garoto era semelhante a sua. Não existiam as marginais e nem os marginais atuais. Risos . Abraços ... Enviado por José Aureliano Oliveira - joseaurelianooliveira.aureliano@yahoo.com.br
Publicado em 26/08/2012 Muito linda esta lembrança do seu pai remando um barquinho de madeira para chegar a chácara onde trabalhava.E mais lindo era voce levando a marmita envolta em um pano branquinho para ele almoçar...Não tenho recordações do meu pai fazendo nada em nossa conpanhia,e passei uma infância inteira com muita vergonha de não ter PAI: mentia para meus amigos que ele era viajante achando que esta era uma profissão para quem não estava nunca presente. Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
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