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Categoria - Outras histórias Um Paulistano e Suas Memórias Autor(a): Joel Prado Novaes - Conheça esse autor
História publicada em 12/06/2012
“Estou escrevendo um livro. Gostaria de ver em "São Paulo minha cidade" a introdução ao meu livro. Acho que motivaria outras pessoas a escreverem suas histórias, como forma de perpetuarem suas passagens pela vida, principalmente em São Paulo! Creio que, com isso, após aqui terem vivido, não serão esquecidas para sempre!”

Introdução

Desde muito tempo, venho pensando em escrever um livro sobre minhas memórias. Acho injusto o que ocorre com a maioria das pessoas que, após terem vivido nesse planeta, vão embora sem deixar uma letra sequer, escrita para a posteridade. Foi como se nunca tivessem passado por aqui. Talvez essa minha atitude possa, além dessa significação, trazer alguma contribuição para os meus filhos, netos e bisnetos, ou para qualquer outra pessoa. Para que eles, ao lerem, pensem um pouco mais sobre suas vidas, suas atitudes, consequências e escala de valores. Muitas vezes a vida se apresenta a nós através de episódios que achamos só podem ocorrer conosco. Ledo engano!

Quase tudo, ou tudo o que vocês irão ler aqui, faz parte do cotidiano das pessoas. Seus prazeres, seus sofrimentos, suas angústias, seus amores, desencantos... A cada vez que tomamos uma atitude mais radical, como por exemplo, mudar de cidade, separar-se da companheira, trocar de emprego, ou algo parecido, estamos mudando o rumo das nossas vidas, num pacote com tudo incluso! Por isso mesmo, há de se ter cautela nesses momentos, não agindo nunca por impulso! É preciso cuidado, sabedoria e paciência nas horas que antecedem decisões tão importantes. Mas, as minhas memórias, também não são assim tão austeras. Há momentos divertidos e engraçados. Porque a vida não é só angustia! Tem também seus momentos de descontração e relaxamento. Entretanto, não olvidem uma grande verdade: O mundo em que vivemos é complexo! Principalmente no que tange aos relacionamentos. As pessoas estão cada vez mais ligadas aos valores terrenos. A disputa pelo espaço físico, o apego aos bens materiais, a ausência de Deus, a falta de respeito ao próximo e o desamor, em todas as suas manifestações, estão presentes no dia a dia de todos nós.

A banalização da vida é assustadora! Nunca se viu cometimento de crimes tão hediondos. Quantas chacinas são cometidas todos os dias! Quantas valiosas vidas são perdidas impiedosamente! Os governos, insensíveis diante dessa situação, estão eivados de políticos que se elegeram apenas e tão somente para se locupletarem do dinheiro público. O povo está carente de políticas sociais que possam abrandar seu sofrimento. Na concentração de renda está a raiz dessas diferenças. No cenário internacional vemos lideranças belicosas, sempre insatisfeitas e que, através de guerras, levam medo e apreensão às populações civis, como ocorre atualmente no Iraque e Afeganistão.

Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Ele não fica doente e não morre. Entretanto, ficamos doentes e morremos. É a conseqüência da transgressão das Leis Naturais, do cometimento de pecados. "O salário do pecado é a morte" (Bíblia).

Além desse orbe, com absoluta certeza, existe a vida eterna e, no mínimo, o nosso procedimento errôneo frente à vida, é uma das maiores inconseqüências que podemos cometer.

É muito difícil falar de nós mesmos, entretanto, a busca pelo autoconhecimento sempre foi uma preocupação que tive. Chego ao meu último quarto de vida consciente de quem sou. Sempre dei mais valor às pessoas do que às coisas. Sou muito mais emocional do que racional e, por conta disso, um incompreendido. Em tudo o que fiz atirei-me de ponta cabeça. Foi assim no trabalho, no amor, nos acertos e nos erros. O dinheiro que ganhei, trabalhando, e que nunca foi demais, usei para satisfazer as necessidades da minha família. Nos bolsos, quase nunca carreguei dinheiro. Tinha medo até de ser assaltado na rua e não ter o que dar para os ladrões que poderiam, por isso, usar de violência extrema contra mim. Nunca aconteceu! Foi a proteção de Deus manifesta na minha vida!

Quero dedicar este livro aos meus filhos, a minha sempre amada esposa, às pessoas que amo. Dedico minhas memórias à vida que sempre valorizei, pedindo perdão àqueles a quem ofendi, mesmo sem querer. Espero que, por muito tempo ainda, alguém se lembre de mim lendo esse livro e, principalmente, aproveite minhas experiências, analogamente, como balizamento para a sua vida. Tenho duas certezas: Eu vivi e vivo. Só a morte me impedirá de continuar vivendo. Sou um Paulistano feliz!


E-mail: joel.novaes@yahoo.com.br E-mail: joel.novaes@yahoo.com.br
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Publicado em 13/06/2012 Quando sair o livro não esqueça de avisar neste site. Eu, tempos atrás, ganhei uma espécie de álbum de memorias chamado Memórias de uma avó ( é da Saraiva). Fiz e faço uma apanhado de tudo, coloco fotos e pretendo deixar para meus netos.Vou preenchendo aos poucos e só quando há algo muito significativo. Penso que enquanto estivermos vivos na memória de alguém, nós não morreremos.A Biologia diz que vamos vivendo nas células reprodutivas que nossos filhos herdaram de nós. Também sou uma paulistana superfeliz, oriunda da primeira leva de imigrantes espanhóis, italianos e gregos, e portanto sem raça definida. Enviado por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 12/06/2012 Faço das suas ,as minhas palavras.Nós sabemos de cor tudo o que voce falou e vivenciou,Mas precisamos lutar para que os jovens também adquiram estas experiências sem tanto sofrimento. Enviado por walquiria rocha machado - walquiriarocha@yahoo.com.br
Publicado em 12/06/2012 Distinto Joel, o bom dos ególatras e que eles nunca falam dos outros. Se é que me entende. Parabens pela excelente narrativa. Enviado por Carlos Oliveira de Alencar - carol@hotmail.com
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