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Categoria - Paisagens e lugares Estação da Cohab II - José Bonifácio Itaquera, Eu nadei muito ali Autor(a): Joabe Elias Barboza - Conheça esse autor
História publicada em 05/01/2012
Época de verão, o sol forte fazia com que despertasse em nós, eu e meus amigos, um súbito desejo de ir até o riozinho (chamado assim por nós), devido ao seu tamanho, pouco mais que três metros quadrados de água barrenta e com a profundidade de incríveis 60 a 70 centímetros. Localizava-se onde hoje fica a entrada da favelinha, ali próximo a farmácia do Lucas. Mas para aqueles garotos que nos distantes anos 70, ou melhor, inicio dos anos 70 (1971 -72 -73 etc.), dispunham somente desta possibilidade de lazer: nadar, não havia clube com piscina na região, o mais próximo era o Elite e tinha que pagar, nem em sonho, mas era tudo maravilhoso.

A turma era sempre composta por eu, Joabe com 11 para 12 anos, e os colegas que tinham a mesma idade ou um ou dois anos a mais. Havia dias que a gente se aventurava a um desafio maior, ir até a "nascente", isto era um grande desafio, porque além da distância (a nascente era uma fonte que existia no local em que foi construída a estação de trem da Cohab José Bonifácio - Cohab ll) ficava exatamente naquele pedaço atrás da estação, próxima ao barranco, era uma lagoa formada pela água que corria da nascente, que nascia no pé do barranco que fica ao lado da estação, não sei se aterraram ou não a nascente, era muita água, tinha uns 10 metros de largura e era funda dava para mergulhar, era uma maravilha, quanta saudade.

Havia também uma fábrica chamada Texco (metalúrgica, se não me engano), ela ficava próxima aos fundos do Davo e não havia mais nada, o resto era mato, olhando-se em todas as direções lá de baixo, só se via mato, aquilo era como um vale, ainda hoje conserva este relevo, era muita aventura, quem diria que se transformaria no que é hoje, para chegar à nascente subíamos o “morrão”, assim chamado por nós.

A parte que vai desde o inicio da subida da Virginia Ferni, até a caixa d'água, era uma subida bem íngreme, puro mato e havia uma trilha lá no alto existia um campo, chamado “Morrão”, quando estávamos lá em cima e olhávamos para o lado da Estação (hoje), só avistávamos mato até perder a visão, era só mato, toda a área onde hoje se localiza a Cohab era mato e mais próximo ao asilo havia muito eucalipto, o asilo era um ponto branco ao longe chamávamos de cidade dos velhinhos e perdoem-nos (éramos crianças), íamos pegar mexericas, para não dizer outra coisa, lá nos fundos do Asilo, tudo feito na mais pura intenção não havia maldade,


E-mail: jo.abril@hotmail.com
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Publicado em 19/10/2012 Linda historia queria que hoje fosse assim ainda.
Morou ou ainda Mora na coohanII?
Enviado por lana - jo.abril@hotmail.com
Publicado em 01/06/2012 amigo Joabe compartilho suas lembranças,. Brinquei muito nas margem do Rio Jacú, popularmente chamado de Learde.
Visitei recentemente o asilo dos velhinhos, que é um local muito bem cuidado pelas freiras e trata com dignidade os idosos que lá estão morando.
Nasci e vivi por muito asno no Falcão do Morro e vária oportunidade fui para as tuas bandas jogar contra a garotada do Morgante.
Grande abraço.
Marcola do Falcão do Morro
Enviado por Marcos Falcon - marcosfalcon@uol.com.br
Publicado em 31/05/2012 Sempre as lembranças infantis é que se encarregam de manter, em dia, nossas recordações mais felizes de toda nossa existência. Formosa escrita, Joabe, parabéns.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
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