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Categoria - Outras histórias Primeira história de Natal Autor(a): Iara Schaeffer - Conheça esse autor
História publicada em 22/12/2011
Natal, para mim, sempre foi motivo de festa, acho que o motivo de eu ser assim sempre foi o meu pai que era um festeiro por excelência! Tudo era motivo de festa, a partir de dois convidados já tinha sarapatel, miúdo de frango, cerveja e muita música.

Então Natal era mais um motivo de festejar, tudo sempre foi com muita alegria, muita música e muita comida, embora a situação financeira da família nunca tivesse sido das melhores!

Buscando na minha memória eu me lembro de alguns Natais... De um em especial...

Lá pelo ano 1967, quando eu tinha 14 aninhos de idade, comecei a me interessar por instrumentos musicais, queria apreender a tocar piano. Eu tinha uma amiga na época que morava na Avenida Chibarás, que já tinha uma vivência de piano e resolveu me dar algumas aulas. Mas não gostei da coisa. Eu queria apreender em um dia e já sair tocando, nem que tivesse sido uma valsinha. Mas aquele negócio de ficar repetindo notas musicais cem vezes e não sair nenhuma melodia sequer, não era pra mim. Eu queria tocar! Eu desistir depois de quatro aulas.

Fui para o violão, e me apaixonei. Acho que era a coisa da época, a guitarra tinha lá sua influência.

Lógico que o meu pedido de Natal era um violão. Saímos cedo para o centro e fomos até a Eletroradiobraz, Sears, Mappim, Mesbla a procura de um violão. Gente, com 14 anos eu já não acreditava mais em Papai Noel! Fomos de loja em loja à procura do violão certo. As marcas melhores eram Di Giorgio e Giannini, experimenta daqui, experimenta de lá ,quando vi na Mesbla um Giannini que era minha cara, lindão: todo branco! Não quis nem saber de nada, acústica, peso, som, nada só daquele violão branco! Logicamente, o preço era diferente, muito mais caro do que o valor que os meus pais conseguiam pagar e ainda tinha o presente da minha irmã para comprar.

Mas eu não quis saber e queria aquele violão, então meus pais começaram a calcular, repensar e pensar na opção da minha irmã. Foi aí que eu vi uma bonequinha bonitinha no canto da loja chamada Sissi, gracinha de boneca:
- "Olha mãe, é do filme, a princesa Sissi, ela vai gostar"- (e muito mais barata do que o meu violão) e foi aí que eles decidiram comprar a boneca.

Afinal um violão era um investimento para a musicista que eu iria me tornar!

O Natal chegou e debaixo da minha árvore de Natal prateada estavam os dois pacotes: o meu violão branco e a boneca da minha irmã! Eu já sabia o conteúdo do meu, mas minha irmã não sabia de nada. Eu abri o meu e saí toda feliz, a minha irmã abriu o dela e não gostou nada de nada do dela. Afinal o meu era maior e mais reluzente. Mas eu nem liguei, pois afinal de contas um ano antes ela tinha ganhado uma bicicleta e eu uma boneca... E essa é outra história pra contar!


E-mail: iara.schaeffer@gmail.com
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Publicado em 26/12/2011 Chamo estas "picuinhas" entre irmãos de " brigas de ninhada". Espero que tenha valido a pena e que você tenha se tornado uma violonista. Enviado por trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
Publicado em 22/12/2011 Iara, sapequinha, hehehehehe , tadinha de sua irmã. Mas hoje ela deve entender o porquê daquilo tudo.
Boas festas
Cida
Enviado por Cida Micossi - cida.micossi@gmail.com
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