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Categoria - Outras histórias Os tempos mudaram ou nós mudamos? Autor(a): Rodrigo Carvalho - Conheça esse autor
História publicada em 15/11/2011
Quando me lembro dos meus tempos de garoto, e isso não faz tanto tempo assim, lembro de uma infância gostosa, alegre, com a pureza que deve acompanhar (na minha humilde opinião) a infância de qualquer criança. Lembro-me de que a nossa maior alegria era a chegada das férias escolares. Eu que estudei na escola Beatriz Lopes, localizada na Cidade Dutra, lembro-me de que o período de férias era o "start" para o início de diversas brincadeiras entre a criançada.

Jogar “melê”, linha, futebol de rua. Brincar de pega pega, esconde esconde, “mãe da rua”. Jogar futebol de botão, soltar pipa, jogar bolinha de gude. Além disso, era muito bom dormir até um pouco mais tarde e acordar para assistir desenhos ou até mesmo programas infantis.

As roupas eram apropriadas a nossa idade. As músicas da nossa época eram de grupos infantis e que cativavam a todos, sem qualquer atentado ao pudor. Até mesmo as novelas, mesmo a do horário das 20h, não tinham cenas de nudez, a fim de preservar as famílias.

Hoje, quando comento sobre essa época com alguma criança, sinto-me um extraterrestre devido á tamanha surpresa demonstrada por ela, afinal grande parte delas não sabem o que é isso. Hoje, quando chegam os períodos de férias escolares, as crianças se trancam em casa. Brincadeiras? Só pela internet... Futebol? Raras as crianças que jogam em escolinhas, e a maioria somente pelo videogame.

Roupas? Meninas usam minissaias (bem mini), top, andam mais maquiadas do que as próprias mães e engravidam antes dos 15 anos. Músicas? Fácil você ver uma dançando funk, com alguma mãe inconsequente aplaudindo, onde as letras das músicas apenas incentivam a violência sexual.

Novelas? Mostra-se mais do que muitos filmes eróticos que passavam às sextas feiras, no extinto “Sexta Sexy” na Rede Bandeirantes (lembro-me que esperávamos os nossos pais dormirem para assistirmos escondido).

Diante disso tudo me pergunto: “Os tempos mudaram, ou nós que mudamos?”.

Sinceramente? Acho que as duas coisas ocorreram... Entendo que boa parte dos pais de hoje em dia, foram bastante repreendidos nas suas respectivas infâncias e muitas vezes, com o objetivo de não querer ser "linha-dura", exageram no ato de "liberar".

Soma-se a isso a tecnologia, que diariamente nos surpreende com novas descobertas, onde com um simples celular você consegue assistir TV, ouvir música, jogar videogame, etc., etc., etc.

Ou seja, vários são os fatores que provocaram essas mudanças, e ficaríamos dias, meses, anos, décadas discutindo quais foram os mais relevantes. De qualquer forma, é muito difícil não sentir saudade, não recordar com saudosismo de cada momento do passado.

Pelas crianças de hoje em dia eu só tenho um sentimento: Pena... Por não terem vivido essa época tão maravilhosa.

Isso porque eu tenho 28 anos... Agora imagine você meu amigo ou minha amiga,que possui mais de 50 ... Quantas mudanças você já acompanhou? Quanta saudade...


E-mail: rodrigocarvalholuz@gmail.com
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Publicado em 17/11/2011 RODRIGO, o propio progresso muda as secuençias da vida. os anos 60 foram maravilhosos, bailes. cinemas,esportes, etc,
depois vieram os shoppings,a internet,as televisoes, de todas especies, 3d,hd,etc,
na minha opiniao o mundo mudou para pior,
violencia, impunidades, o maldito dinheiro, dominando tudo.
Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com
Publicado em 17/11/2011 Rodrigo, Então voce ja está com saudades de sua infância? Imagine quem tem acima dos 50 anos, como voce mesmo frizou, a infancia sempre é boa independente da época, cada um do seu jeito, meu avô dizia que a epóca boa era a dele, meu pai que a melhor era a dele, eu acho que foi a minha e meus filhos a deles e assim caminha a humanidade, parabéns pelo texto, Estan Enviado por Estanislau Rybczynski - estan_tec@hotmail.com
Publicado em 16/11/2011 Rodrigo, meus filhos (30 e 26 anos) tiveram em São Paulo uma infância semelhante à sua. Concordo que tudo mudou; é assombroso perceber os passos largos do progresso, da evolução(?), do aumento das diferenças sociais (não só em Sampa) e consequentemente da violência gerada talvez por tudo isso. Felizmente o ser humano tem os laços familiares e suas memórias e, apesar disso, todos sabemos que "aqueles" bons tempos não voltarão. Que ao menos possamos sonhar.
Abraços, Cida
Enviado por Cida Micossi - cida.micossi@gmail.com
Publicado em 16/11/2011 Não se pisa duas vezes no mesmo rio, caro Rodrigo...e segue a vida. Enviado por Luiz Saidenberg - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 16/11/2011 Amigo Rodrigo concordo com suas observações. A evolução tecnológica pode ocorrer normalmente sem corromper os valores da sociedade, portanto o que mudou foram os valores. O primeiro a mudar para pior foram os valoresw familiáres, seguidos pelos religiosos e culminando com os éticos. E tudo isto fomentado pela maior emissora de tv da américa latina. Enviado por Marcos Falcon - marcosfalcon@uol.com.br
Publicado em 15/11/2011 Rodrigo, parabéns pela sua história que mostra a realidade atual. De fato, as pessoas com mais de 50 anos, sentemm saudades sim, das brincadeiras de roda, passa anel e muitas outras brincadeiras que fazem parte do nosso rico folclore e que infelizmente estão sendo esquecidas. Enviado por cleber odaondo - cleberodaondo@live.com
Publicado em 15/11/2011 Sr.Carvalho, muito bem colocado o seu texto e acrescento que a célila familiar se dissolveu. Não se encontra solidariedade entre parentes, não há respeito nem interêsse. Uma simples visita torna-se uma "invasão" à privacidade desses "meninos" do século 21. E vem a pergunta, na lata, "Quem é esse cara?" Posso voltar ao meu notebook? Filhos depois de deixar a casa, hoje poucos o fazem, se desligam totalmente e se desobrigam de contatos ou auxílios eventuais. Parece que criamos inimigos!?Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - ernestob1144@gmail.com
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