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Categoria - Outras histórias Cinemas Autor(a): Marta Segala - Conheça esse autor
História publicada em 08/06/2011
Em tempos que já se vão, era freqüentadora assídua dos cinemas de São Paulo.

O Cine Tropical na Rua Roma, na Lapa, bairro tradicional de São Paulo, onde hoje é uma agência bancária.

Cine Nacional, na Rua Clélia, que depois de cinema virou uma espécie de teatro onde se apresentavam grandes nomes da música brasileira e internacional, como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Ray Conniff com sua orquestra maravilhosa e muitos outros.

A Lapa teve também os cines Recreio na Rua Doze de Outubro e Ararat na Rua Mercedes e o Cine Jaraguá na Rua Catão, que não cheguei a frequentar como cinema, mas fui a alguns bailes de carnaval, até ser fechado. Em seu lugar surgiram prédios de apartamentos.

Igualmente ia ao Cine Metrópole, com decoração vermelha e dourada, onde assisti a filmes memoráveis, esperando em longas filas e que deixou lembranças mil quando ia com meu namorado.

Tinha o Havaí, na Rua Turiaçu, o Regina, Marrocos, Ipiranga e muitos outros.

Eu era cinéfila. Continuo cinéfila. Amava ir ao cinema. Era um divertimento barato, curtido por muitas pessoas que, depois das sessões matines, iam às lanchonetes para um gostoso lanche e se à noite, para as pizzarias.

Marcávamos com a "turma", na porta deste ou daquele cinema e era uma festa só!
Grandes filmes, filas imensas que davam a volta no quarteirão.

Lembro-me da trilogia SISSI, no Cine Tropical da Lapa, uma loucura para assistir. Passavam o mesmo filme em várias casas e as filas eram imensas em todas elas. E não eram cinemas pequenos como os que existem nos shoppings. Eram imensos salões e estavam sempre lotados.

Hoje, quem quiser assistir a um filminho, basta ir a uma locadora ou ver pelo computador.
O cinema perdeu um pouco de sua graça e o charme. Ficou solitário assistir a uma boa sessão.
Continuo a assistir meus filmes pela TV, mas não é a mesma coisa.

Para ir ao cinema a gente se arrumava toda; mulheres de salto alto e roupa de domingo. Homens de paletó e gravata, sim! Porque não se entrava nas salas de cinema sem paletó e gravata. Um respeito que tínhamos para com nossos colegas de sessão!

A tecnologia acabou com aqueles momentos de puro prazer. Uma pena!



E-mail: marta_segala@uol.com.br
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Publicado em 25/06/2011 Marta, parabens pelo seu comentário.Mas gostaria de complementar que o cinema na Rua 12 de Outubro passou a Cine Carlos Gomes,o cinema da Rua Mercedes era o Cine Brasília, o Ararat(ou Bagdá)
na rua Guaipá. E vale lembrar tambem do Cine Jacimar na Rua Nossa Senhora da Lapa.O bairro da Lapa sempre uma maravilha.Obrigado
Enviado por ADILSON - vinicius.bg@ig.com.br
Publicado em 15/06/2011 Recordações cinematograficas, Marta, bem redigidas e sencíveis. Parabéns, Segala.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 08/06/2011 Oi Marta, eu tambem frequentei o cine tropical, o nacional(que depois virou o Olimpia, casa de show)
e acrescento o Astor, que era chiquérrimo, e o Metro no centro. Eram outros tempos, bem mais glamurosos. Sinto muitas saudades.
Enviado por claudia de carvalho - claudiacarvalho131@hotmail.com
Publicado em 08/06/2011 Marta, para matar saudades desse tempo, tenho em video todos os filmes dessa época, a trilogia Sissi, o primeiro Onze Homens e Um Segredo com Frank Sinatra e Dean Martin, A Noviça Rebelde, Can Can, Moscou contra 007, Da Terra Nascem os Homens, Sem Lei Sem Alma, Horizonte Perdido, E o Vento Levou, Um Passo da Eternidade e outros classicos, parabéns pelo texto, Beira Enviado por José Camargo Beira - josebeira@hotmail.com
Publicado em 08/06/2011 Marta: Todavia, a tecnologia jamais terá forças para proporcionar os inesquecíveis e emocionantes momentos vividos pelos seres humanos daquelas épocas muito bem lembradas por você Marta. Quem é que não tem na memórias milhares de lembranças envolvendo os cinemas das décadas 50/60/70/80 ?. Aquilo foi indelévelmente maravilhoso. Parabéns pelo seus texto. Enviado por Francisco Lemmi Filho - francisco.lemmifilho@yahoo.com
Publicado em 08/06/2011 MARTA : ATÉ OS ANOS 80 FOI MARAVILHOSO IR AOS CINEMAS,BOA ROUPA, PERFUME BOM,SAPATO ENGRAXADO,CURTI TODOS OS CINEMAS DO CENTRO,OS JORNAIS AOS DOMINGOS TRAZIA PAGINAS INTEIRAS DOS FILMES, AS SALAS ERAM PERFUMADAS, TINHAMOS A FAMOSA SESSÃO DA MEIA NOITE NO CINE METROPOLE, O PIANO DO CINE OURO, TINHAMOS QUALIDADE EM TUDO, NOS FILMES E NAS SALAS DE CINEMA, QUEM VIVEU ESSES BELOS TEMPOS, VIVEU, QUEM NÃO VIVEU JAMAIS VIVERÁ, ABRAÇOS RUBÃO Enviado por RUBENS ROSA - RROSA49@YAHOO.COM.BR
Publicado em 08/06/2011 MARTA, EU CONCORDO COM VOCE, O PROGRESSO ACABOU COM O ROMANTISMO DA NOSSA JUVENTUDE. HOJE NO LUGAR dOS CINEMAS SO IGREJAS EVANGELICAS. TUDO PARA FATURAR MAIS. Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com
Publicado em 08/06/2011 Parabéns, Marta, pela iniciativa de escrever um texto tão macio e de boas memórias. Um abraço. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
Publicado em 08/06/2011 Marta vc lembrou bem. O cine Tropical do qual fui freguês nos anos 50; Cine Nacional, considerado um das maiores salas de cinemas de S. Paulo; frequentei um bar existente em frente dele na Rua Clélia, hoje um banco; O cine Jaraguá na Catão fui aos animados bailes de Carnaval; Tempos saudosos. São Paulo tinha outra cara. Era pacata, bucólica, sentimental. Vc traduziu e definiu muito bem no seu texto aquela época de ouro da cidade. Parabéns!! Grassi Enviado por J Grassi - jr_grassi@yahoo.com.br
Publicado em 08/06/2011 Olá Marta, como foi bom ler seu comentário sobre cinemas, aliás conheci todos citados porque também os frequentava, vc só esqueceu de citar um que era interessante para a época, o Cinerama na av S. João, que tinha uma tela imensa, bons tempos aqueles, abraços Enviado por maria thereza marangoni - thereza.marangoni@hotmail.com
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