Leia as Histórias

Categoria - Outras histórias Meninópolis – Antes de tudo isso, não diga nada a mais ninguém. Autor(a): Roberto Rodrigues da Silva - Conheça esse autor
História publicada em 22/05/2011
Nasci em São Paulo há 57 anos. Atualmente moro em Indaiatuba onde trabalho (sou professor de História), assim como em Campinas (sou diretor de uma escola de Educação Infantil).

Estudei no Meninópolis de 1961 até 1972. Quantas recordações da região: o bonde, o Parque Imperial, o Colégio Oxford, o boliche, mas principalmente aquele Colégio encravado na Av. Morumbi.

Antes de tudo isso, não diga nada a mais ninguém. Tantas coisas... Tantas lembranças. Tantos sonhos...

Colegas e professores que nunca mais vi, mas, que ficaram na memória. Professor Moisés Jurist, o esqueleto da sala que os alunos teimavam em colocar fumando, Paranapiacaba, as caricaturas dos alunos, slides da Disneylândia, as cobras alimentadas com pedaços de carne empurradas goela abaixo com canetas BIC. Tinha a Dona Joana da 1ª série, que estava sempre de preto, colocou-me de castigo com um colega debaixo da mesa. "Cartilha Sodré", nunca mais esqueci a lição não feita: "A pata nada".

A passagem do lápis para a caneta tinteiro, do caderno para o fichário, das calças curtas para as compridas... Quantas mudanças! O professor Randolfo de História, reclamando que um aluno comparou a imagem de um homem de Neandertal com a de um Presidente do período militar. O professor Vicente, com ele decorei poemas (para melhorar a nota), que até hoje sei de cor. O vice-diretor Xerife( nunca soube o seu nome) e a bala de hortelã atirada em sua testa em uma tarde de cinema.

Cine Meninópolis... Na última sexta-feira do mês, após o intervalo, sempre passava um filme da Disney. Teve até um filme que não terminou: "A lenda dos anões mágicos", aliás, a sessão foi interrompida devido à bala de hortelã.

E tinha o "Seu" Oswaldo, com uma assinatura que parecia um carimbo em nossas cadernetas.

E também o André da secretaria. Quantas vezes minha mãe foi falar com ele sobre mensalidades atrasadas!

O Diário... "Eu sou a voz amiga que quer te acompanhar durante este ano. Se prestares ouvidos aos meus conselhos serás um vencedor e chegarás ao fim do ano com a alegria de seres melhor”.

São Domingos Sávio - padroeiro de Meninópolis. Os alunos mais velhos contavam para os outros que ele havia sido um aluno que morrera durante as obras de ampliação do Colégio!

A Sagrada Família colocada junto à escada na época do Natal. As velas que eu acendia na Igreja, para ir bem nas provas (sem estudar é claro).

Os pastéis pequenos e engordurados custavam 50 (não lembro a moeda da época), eram entregues por uma senhora aos alunos junto com o troco, aliás, na mesma mão e ao mesmo tempo. Certa vez alunos revoltados com o padrão de higiene, espalharam cartolinas que com certeza revoltaram a vendedora: "coma um bauru e vire comida de urubu” e outro “coma um pastel e vá para o céu".



E-mail: rod53gues@yahoo.com.br
E-mail: rod53gues@yahoo.com.br
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 07/07/2011 Que pena.Triste.Me deparei aqui,com a nótícia dada pelo Joubert, que o Padre Carlos faleceu,ano passado.Esteve no Brasil ha aproximadamente dois anos atras e foi até o bairro do Brooklyn,matar saudades.Foi um imenso criador do Meninópolis.Conheci essa grande pessoa juntamente com meus amigos do futebol, no começo dos anos 50. Que Deus o tenha e com certeza já o tem com méritos e é bem possíve já tenha dado início a um Meninóplis la no além porque faz parte de seu espírito lutador fazer o bem. Enviado por LValezin - lvalezin@uol.com.br
Publicado em 24/05/2011 Estudei no Beatissima, a versão feminina do Meninópolis, entre 67/70. Ver os meninos que saiam antes de nós, e se posicionarem na esquina do lanchonete Morumb"s na propria av.Morumbi, era o ponto alto do dia. Alias alguns casamentos ocorreram dessas paqueras. Por isso não dá para não dizer nada a ninguém. Enviado por rita cassia oliveira - rcco3@hotmail.com
Publicado em 23/05/2011 Boas lembranças,Roberto.Eu morava em Moema, mas a turminha,escondida dos pais,ia de bicicleta passear pelas ruas próximas do Meninópolis.
abraço
marcia
Enviado por marcia - marciaovando@hotmail.com
Publicado em 23/05/2011 Eu estudei no Meninopolis de 1977 at 1987 O eu me lembro e do Padre Theodoro, das baguncas que nos faziamos, do futebol e principalmente do BONA o cara da venda no meio do patio, nos trocavamos passe de onibus por doces, cachorro quente etc... bons tempos aqueles....eu quase que repeti a 7 serie....acabei passando de conselho de classe. Enviado por Fernando J. Franco - astolphi@hotmail.com
Publicado em 23/05/2011 Recordações escolares sempre carregam emoções com suas narrativas, Roberto, fazendo vibrar os que conviveram com vc. Parabéns, Rodriguez.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 22/05/2011 Roberto, você esqueceu de citar Padre Carlos, falecido o ano passado, na Itália. Parabéns pela narrativa que nos trás saudosas lembranças. Enviado por asciudeme joubert - asciudeme@ig.com.br
Publicado em 22/05/2011 Agora você me atrapalhou, Roberto! Já não sei se digo ou não digo... pegue suas coisas, lembranças,
sonhos e guarde-as juntinho ao seu coração, porque
O Meninópolis já não mais existe... transformou-se
em Universidade - Uniradial há 4 anos!
Particularmente, penso que foi bom... antes era um
lugar êrmo, escuro à noite. Agora é um lugar todo
iluminado, com lanchonetes ao redor e um entra e
sai de estudantes fazendo um "pouco" de barulho e,
ao mesmo tempo, trazendo bastante alegria aos que
moram lá
Enviado por Lia Beatriz Ferrero Salles Silva - lia.ferrero@hotmail.com
« Anterior 1 Próxima »