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Categoria - Paisagens e lugares A escola sumiu! Autor(a): Jose Carlos de Mattos - Conheça esse autor
História publicada em 28/03/2011
Em 1964 eu morava na Rua Ministro Roberto Cardoso Alves, quase esquina com a Rua Graham Bell no Alto da Boa Vista, que hoje faz parte da SABESP, e estudava em uma escola de madeira na Rua Joaquim José Esteves, em frente ao Instituto Metodista da Chácara Flora.

Eu percorria esse caminho todos os dias pelas ruas de terra com manhãs de muita neblina ou garoas que ainda existiam na época.

Em uma segunda feira sai todo feliz para a escola, eis que chegando lá não existia mais a escola, pois a mesma estava totalmente queimada, restando apenas um monte de carvão no local.

Nunca mais vi os colegas nem as professoras, ninguém. Passei a estudar em outra escola de madeira na Chácara Santo Antônio entre as ruas Verbo Divino e Américo Brasiliense, portanto eu descia toda a Rua Graham Bell, atravessava a saudosa linha do bonde, atual Avenida Vereador José Diniz, as avenidas Adolfo Pinheiro e Santo Amaro, tendo terminado a antiga quinta série nessa escola.


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Publicado em 30/03/2011 É José Carlos, sito um exemplo talvez mais triste que este, do nosso Grupo Escolar Paulo Eiró, onde muito mais que a metada da população de Santo Amaro ali estudara. Eis que um dia resolveram derrubá-lo, sem a mínima vontade de preservá-lo ou tombá-lo. E lá se foi uma das memórias mais doces de nosso bairro. Enviado por Luiz Boz - luiz.boz@hotmail.com
Publicado em 29/03/2011 José Carlos, acho que muitas das escolas da região
não existem mais, embra tenham sido queimadas por outra espécie de fogo. abs. mirça
Enviado por mirça bludeni de pinho - by_laser@yahoo.com.br
Publicado em 29/03/2011 Quando a necessidade exige, todos nós somos "Bandeirantes". Parabéns, Mattos.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 28/03/2011 Mattos, é muito triste quando a gente perde essas referencias de nossas vidas, imagine atualmente a tristeza das crianças japonesas que dias passados foram atingidas por essa catástrofe, viveram o restos de suas vidas sem nenhuma referencia de suas escolas, residências, e até de suas cidades totalmente destruídas. Bela narrativa. Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 28/03/2011 História curiosa a que você contou,procure saber se não existe nenhum registro do fato em jornais da época e na Secretaria de Educação de São Paulo. Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anamarisribeiro@ig.com.br
Publicado em 28/03/2011 José, a sensação não deve ter sido boa, porque as pessoas - professoras, colegas, têm mportância na nossa infância e juventude. Infelizente foi assim. Abraços. Enviado por Vera Moratta - vmoratta@terra.com.br
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