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Categoria - Outras histórias Bailinhos na Pompéia e Vila Romana Autor(a): Roberto Tadeu Klemes Bacco - Conheça esse autor
História publicada em 30/01/2011
Com certeza muitos da minha idade se recordam dos anos 60, quando realizávamos os bailinhos de sábado, ora em nossas casas, ora na casa de amigos ou amigas.

Fico imaginando, fomos realmente privilegiados. Passávamos a semana trabalhando durante o dia, estudando à noite e contando os minutos para chegada do sábado.

Já tínhamos definido as tarefas de cada um para a organização da festa e o empenho era total. Uns se encarregavam da divulgação, outros das bebidas, outros ficavam encarregados do som e de arrumar emprestada a grande novidade, que era a luz negra. E como não podia deixar de ser, todos se trajavam com roupas brancas, para acentuar o efeito da luz.

As bebidas da época eram Coca-Cola, que tinha outro sabor, totalmente diferente de hoje, Crusch, Grapette e para descontrair Cuba Libre. Bebíamos e comíamos bem, nossas mães preparavam salgadinhos diversos, era só alegria.

Não causávamos grandes preocupações aos nossos pais, pois sabiam onde estávamos e principalmente, com quem estávamos. Não tínhamos carro, íamos embora a pé e sempre em turma. Não existia a violência de hoje, andávamos de madrugada sem nenhum problema.

Era uma coisa tão simples, porém extremamente prazerosa. Acho que a juventude de hoje não é tão feliz como fomos. As opções de diversão hoje são infinitamente maiores que as da nossa época. Porém a violência assustadora de hoje, o fantasma das drogas, o consumo exagerado e precoce de álcool, que aliado à condução de veículos, deixa nós, os pais, com o coração na mão.


E-mail: roberto.bacco@gmail.com E-mail: roberto.bacco@gmail.com
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Publicado em 27/08/2011 É, Bacco, não tinha violencia, não tinha drogas, nossos pais sabiam de tudo quem era nossos amigos pais de nossos amigos, tempos felizes. Os bailinhos nossa quanta inocencia quanta pureza e a camaradagem, temos muito para contar. Abraços Enviado por alberico bergamin da silva - absshb@yahoo.com.br
Publicado em 24/03/2011 Alem de tudo isso, também eramos ingenuos, não tinhamos maldade, e como diz a musica "tudo que a gente transava eram trez ou quatro cubas". Enviado por Claudia de Carvalho - claudiacarvalho131@hotmail.com
Publicado em 31/01/2011 Per Bcco, será que vc, tendo essa vida, na juventude, iria passar aos filhos e netos alguma coisa diferente? claro que não. É que eles contam com o vertiginoso progresso, causa de muitas transformações boas e más. Eles nascem, agora como nós nascemos só que tem informações que nós não tinhamos e as recebem com uma rapidez estonteante. Daí esse comportamento amalucado. Seu texto é muito interessante, Klemes, parabéns.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 31/01/2011 Caro Roberto, tudo que você tão bem descreveu não me é estranho. Coincidentemente escrevi uma crônica sobre o mesmo tema em 27.01.2009. Que bom que V.também tenha vivido esses momentos inesquecíveis.Abraços Mancini Enviado por Mancini - d-mancini@uol.com.br
Publicado em 31/01/2011 A cidade cresceu, Roberto. Cresceu demais. E com ela, tudo se expandiu: a riqueza, a miséria, o Bem, o Mal, o trâsito, as aglomerações, tudo virou Mega. Menos o velho e bom sossego... Enviado por Luiz Simões - sauidenberg@ajato.com.br
Publicado em 31/01/2011 Eu também participei de bailinhos semelhantes no final dos anos 60 e na década de 70. Concordo contigo Roberto, foram bons tempos tocava uma seleção de música quente, agitada ou pauleira para dançarmos soltos e depois a seleção de músicas lentas, que todos aguardavam para ficar de rosto colado com as garotas e daí começar os namoricos. Havia muito pouca violência e o máximo era sair no tapa, atualmente é na bala, infelizmente. Enviado por Carlos Rocha - carlos.rocha88@terra.com.br
Publicado em 30/01/2011 "Acho que a juventude de hoje não é tão feliz como fomos." Não são tão mesmo, são muito mais... Eles só vão se preocupar quando forem pais. Enviado por Pedro Cardoso - piparoda@gmail.com
Publicado em 30/01/2011 ROBERTO , E VERDADE, EU FUI UM GRANDE BOEMIO, DOS ANOS 1960, ATE,1980,NAS MADRUGADAS NÂO TINHAMOS A VIOLENCIA DE HOJE, ERA TUDO FESTA, EU FUI UM BOEMIO MUTO FELIZ. UM ABRAÇO, VALEU. Enviado por joao claudio capasso - jccapasso1@hotmail.com
Publicado em 30/01/2011 Pois é Roberto, a única violência que fazíamos era tomar leite e comer pão daqueles entregues nos jardins das casas, isto na volta dos bailes de formatura.Posso estar errada mas esta é a minha verdade- a partir do momento que todas as mães( todas sem exceção) foram jogadas no mercado de trabalho a família se desestruturou, a criançada ficou espalhada em creches, escolinhas( isto na classe média e alta porque nas classes D,E e etc,ficaram ao Deus dará). Ninhos vazios...casas escuras...carência. Enviado por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br
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