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Categoria - Paisagens e lugares Poesia à Avenida Paulista Autor(a): Gilda E. Kluppel - Conheça esse autor
História publicada em 10/01/2011
Soberana, reina no alto da cidade
com entardecer inigualável,
composto de reflexos e cores,
de tom cinza azulado.

Uma estação de Brigadeiro,
vestida de verde,
aguarda os visitantes,
muitos trabalhadores apressados,
alguns robotizados
e turistas deslumbrados.

Poesia existe,
em seus contornos e entornos
ou no espaço reservado
a casa chamada das Casa das Rosas,
que insiste em se impor diante
de edifícios espelhados,
cúpulas arredondadas,
e diferentes traçados,
em plataformas azuis
pousam pássaros engravatados,
condutores de muitos destinos.

Em um grande vão livre,
obras de arte
ornamentam seu caminho,
desapercebido por aqueles
que caminham sem arte.
Numa tímida entrada,
o jardim persiste,
entre jequitibás e sapucaias,
ainda cantam rolinhas e sabiás.

Na nobre esquina,
circulam célebres e anônimos,
uma Augusta rua
a reverencia.
Uma igreja,
nove vitrais à direita e mais
nove vitrais à esquerda,
a abençoa.

Palco de todas as tribos e credos
que transitam num ritmo alucinado,
misturadas com pessoas incrédulas
sem rumo e sem esperança,
que andam em passos lentos
à espera do seu acolhimento.

A noite vestida de gala,
com traje de néon,
coroada por torres,
a insônia é constante,
tem tesouros para guardar,
onde os casarões tombaram,
para verticalizar.

Com Consolação finaliza,
na pequena Praça um monumento
ponto de encontro de partidas e chegadas, no túnel, repleto de grafites, revela, aos poucos, a expressão do seu pensamento.

E-mail: gildaelena@bol.com.br E-mail: gildaelena@bol.com.br
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Publicado em 12/01/2011 Gilda bela é tua poesia, repleta de sintonia, falando abertamente dos ricos tesouros que cercam a Paulista. Parabéns! Continuem escrevedo suas belas poesias, Abraço Grassi Enviado por J Grassi - jr_grassi@yahoo.com.br
Publicado em 11/01/2011 Obrigada pelos comentários, sou curitibana e sempre que posso visito São Paulo, pois tenho uma enorme admiração por esta cidade. Gosto de escrever poesias, aliás considero Sampa muito inspiradora. Abraços!
Obs.: Onde se lê casa chamada das Casa das Rosas,
deveria ser a casa chamada das Rosas.
Enviado por Gilda E. Kluppel - gildaelena@bol.com.br
Publicado em 11/01/2011 Gilda ...Acho a Paulista o cartão postal de São Paulo além do que é uma delicia passear por lá. Parabéns pela poesia. Gostei! Enviado por jussara - jussaramunhoz@hotmail.com
Publicado em 11/01/2011 Sua estreia no SPMC não podia ser mais auspiciosa, Gilda. Uma poesia encantadora de quem sabe dominar versos e "roubar" os encantos e segredos da famosa avenida. Escreva mais, Kluppel, suas rimas são bem forjadas. Parabéns, Elena.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 10/01/2011 Linda sua poesia, ressaltando o final da tarde e o palco de todas tribos, mas devia ser: Com Consolação inicia... Pois a Casa das Rosas é o número 37, começo da nossa Paulista. Enviado por Pedro Cardoso - piparoda@gmail.com
Publicado em 10/01/2011 Amiga,desculpe a intimidade,seu texto vale ler muitas vezes,"EU AMO A PAULISTA"assim como vc. e todos nós. Vc.deve ter mais a escrever textos bonitos,aliás vc.é poetisa?
Abs.
Vilton Giglio
Enviado por vilton giglio - viltongiglio@hotmail.com
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