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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Ecos de 1932 Autor(a): Ricardo Della Rosa - Conheça esse autor
História publicada em 31/08/2010
Hoje, circulando pelas ruas de São Paulo, pouca gente sabe do glorioso passado que esse chão já viveu durante o período da Revolução de 1932.

A Praça do Patriarca é um exemplo: Em julho de 1932, aquele era o local mais importante da cidade, aonde a população ia a peso se manifestar em torno dos ideais constitucionalistas. No centro da praça, em frente ao Mappin Stores, um enorme monumento em forma de coluna, graciosamente apelidado pelo povo de O CABIDE, trazia em suas quatro faces, o brasão da cidade de São Paulo.

São inúmeras as fotos da época que trazem este belíssimo marco que serviu de palco a discursos inflamados por São Paulo. Infelizmente, em meados de 1936, a coluna foi desmontada por conta de obras no local.
Será que este monumento ainda existe em algum depósito?

Nesta mesma praça, durante a Revolução foi erguido um enorme placar em forma de um bandeirante que marcava a arrecadação da CAMPANHA DO OURO. Ali também eram distribuídas bandeiras e insígnias constitucionalistas.

Já a Praça da República com a Barão de Itapetininga abrigava a sede do Partido Popular Paulista, reduto da Legião Revolucionária - partidária da ditadura de Getúlio.

Em 23 de maio de 1932, um tiroteio naquela esquina tiraria a vida de cinco jovens: Martins, Miragaia, Drausio, Camargo e Alvarenga. É, sem dúvida alguma, um dos locais mais importantes da história de cidade.

Se afastando do centro, onde hoje fica o terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas, tínhamos em 1932, um campo de testes bélicos.
No fatídico 23 de Julho, uma demonstração de morteiro deu errado e um estilhaço vitimou o então Coronel Comandante da Força Pública, Júlio Marcondes Salgado. Vale lembrar que neste mesmo dia, Santos Dumont cometia o suicídio no Hotel La Plage no Guarujá, onde fica atualmente o Shopping La Plage.

Infelizmente a memória da maioria das pessoas é curta, e na correria do dia-a-dia, ninguém mais se lembra desses importantes locais do nosso passado...

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Publicado em 26/09/2010 Parabéns pela lembrança. Meu pai também participou da Revolução de 1932. Christina Enviado por Maria Christina Caldeira Boera - crisboera@itelefonica.com.br
Publicado em 08/09/2010 Eu, pai do Ricardo, sinto muito orgulho de ver meu filho preservando a história de São Paulo.
Um exemplo para nossa juventude preservar nossa história.
Que sirva de estímulo para nossos jovens paulistas.
Enviado por Mario Marcio S. Della Rosa - mdellarosa@gmail.com
Publicado em 06/09/2010 Ola Ricardo..... Parabéns pelo seu texto e muito obrigado pela lembrança.Eu na qualidade de filho de um soldado Constitucionalista fico orgulhoso e feliz por esta narrativa, que mais do que tudo e uma homenagem e uma demonstração que a bandeira e os ideais defendido por valentes soldados paulistas jamais serão esquecidos por todos nós.

um abraço...
Luiz Garcia
Enviado por Luiz Gonzaga Simoes Garcia - gonzagagarcia@ig.com.br
Publicado em 03/09/2010 Muito importante escrever sobre nossa história. Tanta gente nem sabe porque nossa bonita Av. 23 de Maio se chama assim. Faltou apenas uma menção ao 9 de julho, aniversário do Movimento Constitucionalista.
Parabéns pelo seu texto!
Enviado por Alderiva - derinegri1@uol.com.br
Publicado em 02/09/2010 Gostei muito da sua recordação, Della Rosa, 1932 foi o ano em que nasci. Por toda minha infância, meninice e juventude sempre ouvi e li que foram quatro os sacrificados, Martins, Miragaia, Drausio e Camargo. O Alvarenga, o quinto, eu não sabia. Talves por isso a av. Alvarenga, nas proximidades das ruas que levam os nomes dos outros quatro, esteja alí localisada. Aprendi mais uma, Ricardo, como vc está bem informado, aceito a acertiva. Seu texto, bem redigido, mostra conhecimentos detalhados. Mo. Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 02/09/2010 Mário Martins de Almeida 31 anos, Euclides Miragaia 21 anos, Dráusio Marcondes de Sousa 14 anos, e Antônio Camargo de Andrade 30 anos, os quatro nomes que formam o MMDC, 3 morreram no local, um morreu no dia seguinte. O quinto jovem Orlando de Oliveira Alvarenga, saiu ferido e, veio a falecer no mês de agosto. Por isso seu nome não consta na sigla, senão ela teria uma letra a mais, MMDCA. A Rua Alvarenga na zona Oeste da cidade tem esse nome em homenagem ao Orlando.texto magnífico, esse seu texto. Enviado por Mário Lopomo - mlopomo@uol.com.br
Publicado em 01/09/2010 Amigo Ricardo, a morte de Julio Marcondes Salgado foi o marco divisório da revolução, pois segundo os historiadores da época, os seus sucessores preocuparam-se em manter suas patentes e escapar da corte marcial, daí ter dado no que deu: 863 mortos entre estudantes,operários, civis e alguns militares. Um abraço, Rossi. Enviado por antonio rossi dos santos - rossi@valoneadv.com.br
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