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Categoria - Outras histórias Uma ficção possível Autor(a): Robson de Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 28/03/2010
Após uma rápida refeição matinal, dirijo-me ao veículo compacto que utilizo durante a semana para meu costumeiro deslocamento por essa maravilhosa cidade, agora completamente diferente de alguns anos atrás.
Lembro-me das enchentes constantes que causavam verdadeiros pesadelos. Tudo isso "graças a Deus" é passado, pois hoje em dia com o projeto (DEIXE A ÁGUA PASSAR), tudo foi definitivamente resolvido.

Lembro-me do lançamento desse projeto! Começou com a "desempermeabilização" do solo, substituindo o asfalto, por lajotas de pavimentação, e na seqüência e reestruturação de todas as conexões de galerias subterrâneas, que se interligavam, e se uniam à apenas uma grande estrutura de captação.

As idéias dos piscinões não foram abandonadas, pelo contrário, foram expandidas gradativamente, e hoje formam um complexo verdadeiramente fantástico. As águas captadas também por um número crescente (com custos subsidiados pelo município) de residências, e outros pontos maiores, eram destinadas a inúmeras cisternas, fazendo com que o tratamento da mesma fosse infinitamente mais barato, em relação ao tratamento das águas dos mananciais.

É óbvio que tratar águas das chuvas, é bem mais fácil que dos rios, ou represas. Isso foi crescendo de forma geométrica, e geográfica de tal forma, que em poucos anos boa parte das pessoas em suas residências já tinham reaproveitado o que o céu lhes oferecia em abundância. Tudo isso bastando apenas aceitar que a água não pode ser retida, mas sim apenas "direcionada".

Quanto ao trânsito, eu fico imaginando como pode os habitantes daquela época ter sobrevivido àquilo? Hoje, rodando por esses elevados, onde apenas os veículos de menor porte se deslocam, vejo apenas os veículos pesados lá embaixo. Nem são tantos assim. Os carros são mais compactos, e não ocupam mais tanto espaço, além de poluírem menos com todas essas novas formas alternativas de combustíveis mais naturais.

Eu me lembro dos primeiros elevados sendo construídos por sobre as marginais. Muitos criticavam, mas onde construir mais avenidas? Não havia espaço para se rasgarem mais caminhos. Só restavam os subsolos, ou os elevados. Esse último foi à opção. Além disso, o ar se tornou ao menos mais saudável após a implantação de diversos e gigantescos F.D.F (Filtros Despoluidores Fixos) com base em captar a poluição, e através de um rápido tratamento, devolver o ar à atmosfera.

Foram implantados em inúmeros pontos da cidade, principalmente onde ocorriam as maiores concentrações de monóxido de carbono. Bem...! Agora tenho que atender esse meu cliente, e fico devendo maiores explicações sobre essa mudança milagrosas. Milagrosa para alguns, mas que gerou uma economia fantástica ao município refletida através de uma melhor qualidade de vida.

Deixe-me ver o cronômetro... Ah sim! Apenas 12 minutos de Santana ao Morumbi, e no horário de pico... que bom! Melhor que ontem, quando levei 15 minutos. E sem multas. Que maravilha viver aqui!


E-mail do autor: nosbornar@ig.com.br E-mail: nosbornar@ig.com.br
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Publicado em 29/03/2010 Robson, tudo bem meu amigo? Mas é pura utopia o que você escreve. Como então você explica as enchentes que tínhamos há mais de sessenta anos atrás quando não havia tanto asfalto assim? Mas sonhar e insistir na utopia pode. Um abraço do amigo. Enviado por Pedro Ignácio de Abreu - pedig@bol.com.br
Publicado em 29/03/2010 ... e, de repente, Robson, acorda, com um estrondoso businasso no ouvido, gente gritando e xingando, por ele ter adormecido e sonhado, atraz do volante, em plena marginal do Tiete as 17 horas da tarde de uma sexta-feira. Bocejou e pensou: "como é gostoso sonhar". Seguiu seu caminho, tendo sempre em mente que "a ficção sempre é possível, mas chega sempre atrazada"
Parabéns, Oliveira, adoro ficção.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com
Publicado em 29/03/2010 Muito bom! Saudação ao seu astral. Enviado por Clesio de Luca - clesiodeluca@yahoo.com.br
Publicado em 29/03/2010 Robson, como dizem os italianos, magari !! Ou seja, tomara que um dia isso tudo fosse mesmo possível. Parabéns por sua ficção. Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 28/03/2010 Sr.Oliveira, que essa ficção bem engendrada passe de presságio para um bem concreto. Com a obediência às leis de controle ambiental, vamos criando protocolos cada vez mais austeros para o funcionamento do comércio e indústria. Com certeza chegaremos lá! Parabéns. Abraço. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - ernestob114@gmail.com
Publicado em 28/03/2010 Genial! Robson lendo sua ficção eu descobri um bom lugar para viver e morar. TORNEI-ME UM AVATAR,
Maravilhosa sua historia, Parabéns ao quadrado.
Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
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