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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Braz antigo Autor(a): Domingos Ricardo Chiappetta - Conheça esse autor
História publicada em 02/04/2009

Bairro do Braz, com Z mesmo, onde nasci em 1941, na Maternidade D. Pedro II, perto do gasômetro, hoje se localiza no início da Radial Leste, antes da Avenida Rangel Pestana, onde existia uma capelinha que todas as segundas-feiras recebia diversas pessoas atrás de milagres, acendendo velas.

Existia a loja de máquinas registradoras, bonitas, imponentes, de manivelas, a Auto Escola Gragnano, indústria de válvulas Deca, Hidra, a farmácia Droga Rega, a famosa loja de presentes Cinelli, com seus fogos trovão, nas festas juninas, no Carnaval. Os artigos da Casa Pelai, cujo proprietário agradava as crianças com saquinho de confetes e serpentinas, e adultos adquiriam lança-perfume, mas hoje em dia nem pensar.

O Banco Canguru Mirim, com seus cofrinhos de moedas, que alegria quando íamos com nosso pai, para abrir e trocar, depositando o valor em poupança. A famosa Confeitaria Guarany, que tinha sorvetes famosos, Spumoni, o espelho Mágico, que transformava os pequenos em gigantes, o piano e o violino, sons maravilhosos ao entardecer.

A Casa Diana Paolucci, com artigos de pesca, esportes e filmes, o barbeiro sr. Pepito, movido a tatuzinho, a indústria de brinquedos Genovesi, o primeiro triciclo infanto-juvenil.

A casa de ourives, do Sr. Piazza, onde ouro era ouro, para confecção de anéis de formatura e de alianças, onde os casais não só do Braz, mas da Mooca, Pari, Tatuapé, Penha e do centro encomendavam as mesmas. As nossas, minha e de minha esposa, desde época de noivado já são 50 anos, e estão perfeitas.

A grande e majestosa igreja Matriz Bom Jesus do Braz, com suas missas e procissões gigantescas do Senhor Jesus, na Semana Santa, com o canto da Verônica, sempre com o véu preto em seu rosto, mas de uma bela Senhora, nossa vizinha.

Quando morávamos na Rua Professor Batista de Andrade, local de infância, jogos de futebol, pião, empinar papagaio, peteca, amarelinha, as meninas, às vezes, chamavam, pois o clube do bolinha imperava. Vidraças quebradas pelas bolas, plantas que sofriam com o futebol, vizinhos que esperavam apanhar as bolas, quando caíam em seus jardins, para passar a tesoura e acabar com a brincadeira, mas aí vinha a idéia: bolas de meia usadas e velhas das nonnas, que eram compridas e formavam volume esférico. Enfim, o pega-pega, atravessar meio da rua, com um pé e tentando escapar de um lado da rua para o outro.

Enfim, o Braz das velhas e antigas e tradicionais cantinas, pizzarias, adega do Braz, 1060, Balilla, do Luiz, do Chico, Avenida Chic, Guarany, Padaria Ouro Preto, e tantas outras encerraram para o desenvolvimento do bairro, o qual hoje está, comercialmente falando, só de couros, plásticos, e apagado, pois a Matriz Bom Jesus merecia atenção das autoridades para ser revitalizada, e isso não ocorre.

Por outro lado ostenta sua arquitetura o nosso Grupo Escolar Romão Puiggari, onde cursei o primário e tive a honra de retornar, no ano de 2008, convidado que fui por uma repórter, Erica, a realizar um passeio no Braz, matéria que está relacionada no São Paulo Minha Cidade.

Finalizando, realizei junto com a reportagem visita a um edifício, na época de propriedade da COPAG, indústria de baralhos, cujos apartamentos eram de uso da família Ricardo Gonçalves, e alugado aos amigos de família, ao lado do extinto Cine Piratininga, o maior do Brasil, que também hoje em dia está um estacionamento de veículos abandonado. Mas o Edifício Piratininga, naqueles anos, tinha a portaria, mas as portas abertas, como sempre o Braz tivera em suas residências e comércio.

Hoje em dia com câmaras de segurança, travas, portas trancadas vive o bairro do Brás, na insegurança de seus moradores e famílias, com assaltos, como ocorreu neste edifício na semana que passou. Que tristeza, hoje, do bairro do Braz, da rapaziada do Braz, da porteira do Braz, dos bondes e carroças, enfim, é o desenvolvimento e o progresso, que mudou o Braz para Brás...

Lembranças, lágrimas, recordações...

e-mail do autor: d.chiappetta@ig.com.br

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Publicado em 22/12/2011 Sobre a cantina 1060, gostaria de saber mais informações , se há fotos , enfim .....
agradeço a atenção
Enviado por Denise - dprazias@hotmail.com
Publicado em 05/11/2010 Sr. Chiappetta, obrigado por sua memoria,
Sou neto do Waldemar Cinelli e bisneto de Antonio Cinelli os proprietarios da loja de fogos Cinelli, tenho apenas 38 anos hoje, mais vivo intensamente os aureos anos de 60, 70 tenho certeza que nasci em anos errados, preferia com certeza ter vivido em anos atraz, tenho certeza que a felicidade seriamuito maior e melhor. um grande abraço e que Deus lhe abençoe a ti e suas memórias.
Enviado por Cinelli - m.w.cinelli@bol.com.br
Publicado em 25/10/2010 Bons tempos... Eu, que sou um pouco mais antigo, me lembro do Sr. Vicente e de Da. Lúcia, da Adega do Brás. Eu morava no mesmo quarteirão, na Av. Rangel Pestana, de 1935 a 1951. Depois de casado, morei 7 anos na Rua Professor Batista de Andrade, 127, poucas casas depois da de Da. Lúcia. Ela fazia muita festa para minhas primeiras filhinhas Tereza Cristina e Marly Denise. Saiba que nossa fmília tem muito orgulho de poder ainda contar com a Banca do Chiapetta, no Mercado, onde Você atende a todod. Enviado por Vicente Portaro - vicente@duraflex.com.br
Publicado em 21/06/2010 voce se esqueceu da casa mignon, da cantina do marinheiro, da cantina do papai e daquela esmoler em cadeira de rodas que pedia esmolas no sopé da escadaria da porteira do braz Enviado por elisabete veloso de aguaiar - beth.valois@hotmail.com
Publicado em 21/12/2009 agradeço aos internautas das redondas ou sem redondas, que fazem deste site saopaulominhacidade,com, a menina dos olhos,que belas manifestações ,lidas ainda hoje dia 22 dezembro as 11.21h,para todos e familiares desejo um NATAL FELIZ COM JESUS E ANO NOVO 2010,DE MUITA SAUDE,PAZ,AMOR,FELICIDADES,HARMONIA,TRABALHO,E DINHEIRO ,POIS INSS É ESQUECIDO AOS APOSENTADOS,E REAJUSTE NÃO PODE SER DADO PELO NOSSO PRESIDENTE LULA,CONFORME DECLARAÇÕES HOJE NA MÍDIA. ENFIM UM GRANDE ABRAÇO A TODOS- CHIAPPETTA Enviado por domingos ricardo chiappetta - d.chiappetta@ig.com.br
Publicado em 13/11/2009 Eu tambem cursei o primário no grupo Romão Puiggari.Tirei meu diploma em 1943, com oito anos de idade( faria 9 no mês de março de 1944) Eu comprava gibis e o globo juvenil e levava para a classe para ler escondido embaixo da carteira.Naquele tempo não havia idade para ingressar no primário. morava na rua do Lucas, cine gloria, rua do gazometro com as lojas que vendiam couros e os velhos italianos sentados na frente da loja,fumando e cuspindo na calçada. e la nave vá..... Enviado por melodocarmo - melodocarmo@uol.com.br
Publicado em 28/09/2009 Meu Caro, sou Pernambucano nascí na cidade de Arcoverde e aos 10 anos de idade os meus pais migraram para São Paulo, cheguei aqui em 1970 e fui morar na pensão da Josefina, depois fui morar em outra pensão na Avenida Rangel Pestana, algum tempo depois o meu pai alugou uma casa e nos mudamos para a vila Abreu Junior próximo a rua oriente, anos 70 e 80 morei lá,tenho lembranças do Brás residencial, das porteiras,das mamas, do largo da concórdiater morado no Brás foi ter me tranformado em Paulistno Enviado por Paulo dos Santos Silva - papanigas@hotmail.com
Publicado em 28/09/2009 Meu Caro, sou Pernambucano nascí na cidade de Arcoverde e aos 10 anos de idade os meus pais migraram para São Paulo, cheguei aqui em 1970 e fui morar na pensão da Josefina, depois fui morar em outra pensão na Avenida Rangel Pestana, algum tempo depois o meu pai alugou uma casa e nos mudamos para a vila Abreu Junior próximo a rua oriente, anos 70 e 80 morei lá,tenho lembranças do Brás residencial, das porteiras,das mamas, do largo da concórdiater morado no Brás foi ter me tranformado em Paulistno Enviado por Paulo dos Santos Silva - papanigas@hotmail.com
Publicado em 28/09/2009 Meu Caro, sou Pernambucano nascí na cidade de Arcoverde e aos 10 anos de idade os meus pais migraram para São Paulo, cheguei aqui em 1970 e fui morar na pensão da Josefina, depois fui morar em outra pensão na Avenida Rangel Pestana, algum tempo depois o meu pai alugou uma casa e nos mudamos para a vila Abreu Junior próximo a rua oriente, anos 70 e 80 morei lá,tenho lembranças do Brás residencial, das porteiras,das mamas, do largo da concórdiater morado no Brás foi ter me tranformado em Paulistno Enviado por Paulo dos Santos Silva - papanigas@hotmail.com
Publicado em 14/06/2009 aonde encontro a Rua carvalho pinto, dos anos 57 a 65? Gente! estou com uita saudades! Nasci lá e guardo grande recordações!!!!!!! Era próximo à fabrica Biotônico Fontoura. Lembrambram-se? Enviado por Vilma e c melo - casinhaperfumada@bol.com.br