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Categoria - Outras histórias Lembranças - Segunda parte Autor(a): Realtes Lopes Heredias - Conheça esse autor
História publicada em 11/11/2008
Hoje, revendo o passado, no arquivo de minha memória, vi passagens de minha infância, que me trazem um pouco de nostalgia.

Lembro-me hoje das dificuldades do pós-guerra, a falta de quase tudo. Pão, minha mãe desmanchava macarrão na água, fazia uma massa e dela o fazia, assando no forno do fogão a carvão. Açúcar, comprava na venda que tinha lá na Rua Assumpção; era um açúcar preto. Enfrentava uma longa fila para comprar apenas um quilo daquele açúcar, que mais parecia rapadura ralada.

Para cozinhar, minha mãe me mandava na carvoaria, que ficava do outro lado da Rua do Gasômetro, com uma lata de dezoito litros, e trazia o carvão para ser utilizado no fogão e no ferro de passar roupas.

Quantas dificuldades na época; como já disse acima, faltava quase tudo!

Meu pai tinha vários amigos comerciantes no Mercadão, e assim não deixava (na medida do possível) faltar nada em casa, pois era com esses amigos que ele comprava a maioria dos alimentos e frutas.

Mas mesmo com todas as dificuldades da época, eu sinto saudades daquele tempo, pois a amizade era verdadeira, não existiam tantos perigos, havia mais respeito e liberdade no ir e vir, e as crianças sabiam aproveitar melhor as brincadeiras daquela época.

Infelizmente tudo passa, mas recordar é viver!

e-mail do autor: realtes@gmail.com E-mail: realtes@gmail.com
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Publicado em 23/09/2009 Adorei sua estória vovô! Lembranças são maravilhosas e devem sim serem recordadas... Um grande abraço... Te Amo! Enviado por Keila Ávila - kikaavila24@hotmail.com
Publicado em 14/11/2008 Caro Realtes, meu comentario sobre seu belo texto é quase igual ao que fiz ao do Arthur Miranda, eu era bem pequeno, caçula de oito irmãos, quando eles ficavam a noite toda se revezando na fila da padaria para pegar dois "filões" de pão, quanto ao açucar preto, hoje é chique usar o açucar mascavo, e muito mais caro, sinal dos tempos, abraço, Beira Enviado por José C. Beira - josebeira@hotmai.com
Publicado em 12/11/2008 Pois é, Realtes, esbarramos várias vezes, nossos ombros, na rua Assumpção, na Gasômetro, no Mercadão etc. Mesmo sem fartura, éramos bastante felizes. Parabens, Heredias, continue com suas (nossas) recordações.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br
Publicado em 12/11/2008 Realtes..lembro desta fase de "fartura". Eu ainda era pequena (começo da década de 60), mas lembro que houve uma época em que faltava óleo de cozinha, açúcar, café. O que mantinha nossa dispensa cheia, era o fato de meu pai, minha mãe a minha avó, fazerem rodízio de compras. Onde algum deles passase e tivesse a mercadoria, comprava. Tinha dia em que os três conseguiam um pouco de cada e assim levávamos a semana, o mês...Lembro que chegamos a adoçar o café com leite condensado; matávamos 2 coelhos de uma só vez: açúcar e leite. Hoje falam em crise!!!Acho que o que está acontecendo hoje não chega à metade do que passamos!!!bj Enviado por Erta Tamberg - ertatamberg@hotmail.com
Publicado em 12/11/2008 Tempos com escassez de alimentos , mas com fartura de amizade. Enviado por Etel - ebussbuss@gmail.com
Publicado em 11/11/2008 Todo mundo que vivenciou o pós- segunda guerra passou por esses problemas. Tempinhos duros, aqueles ! Enviado por Luiz Simões - saidenberg@ajato.com.br
Publicado em 11/11/2008 Puxa Realtes, escrevemos quase a mesma coisa leia meu texto gasolina X gasogenio e veja praticamente a mesma data, parabens era isso mesmo. Enviado por Arthur Miranda - 27.miranda@gmail.com
Publicado em 11/11/2008 Realtes, lembrei da musica...recordar é viver, eu ontem sonhei com vc...rsrsr. É isso mesmo, agora a São Paulo de outrora só em nossos sonhos e nas caixinhas de cristais do coração. Eu já sei o caminho, então corro pra lá, pego a lembrança e sonho... Um abraço. Enviado por margarida p peramezza - peramezza@ajato.com.br
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