Zona Oeste

Pinheiros

Pinheiros teve origem numa aldeia indígena, situada à margem direita do Rio Pinheiros, próximo a onde atualmente encontra-se a ponte que liga a Avenida Eusébio Matoso à Avenida Vital Brasil.

Atividades econômicas e outras

Desde a sua fundação em 1560 até depois da segunda metade do século XIX, Pinheiros continua sendo um aldeamento indígena e vai se transformando com o tempo num povoamento caipira, acolhendo brancos, indígenas e mestiços, que se dedicavam à agricultura, utilizando-se de tração animal para o transporte de produtos até o centro de São Paulo.

Pinheiros foi sítio bastante usado durante o ciclo bandeirista e suas expedições, devido à proximidade com o Rio Pinheiros, afluente do Tietê, sendo o centro de penetração de Fernão Dias Paes e seus bandeirantes.

Com o aumento da concentração populacional em Minas, os paulistas se dedicaram ao comércio de bens e construções, dando início ao período conhecido por tropeirismo, caracterizado pelo intenso movimento de mulas entre os centros de mineração, o Sul, Sorocaba, São Paulo e o Nordeste.

Foi se criando em Pinheiros por volta de 1750 (século XVIII), aos poucos, uma
importante entrada e saída de São Paulo, para todos que tentavam vir do ou ir
para o Sul. A antiga igreja, hoje Nossa Senhora do Monte Serrat, muito colaborou
para o desenvolvimento do bairro. Ela era o pólo de atração de povoados e
passantes e se transformou em local de romarias.

Café e ferrovias

A bem da verdade, até o fim do século XVII, Pinheiros era aldeia e núcleo modestíssimo, completamente desligado do centro da cidade, tinha não mais que
duzentas casas ao redor do Largo de Pinheiros, onde se localiza a antiga Igreja.
Hoje, desse período inicial, pouca coisa restou, além de traçado urbano.

Com a independência brasileira, em 1822 (século XIX), o café avançava sobre o
território paulista e tomaria praticamente todo o Estado em 100 anos, criando a
base econômica que permitiria à cidade um rápido desenvolvimento até o final
do século XIX e início do século XX. Da necessidade de escoar o café surgem as ferrovias, quer as ferrovias de carga, quer os trens de passageiros e os trens urbanos e bondes. Rapidamente, São Paulo deixa seu perfil colonial, trocando-o por um novo perfil arquitetônico, de áreas mais avançadas e uma crescente vida urbana que se espalha pelos bairros, um deles, Pinheiros.

Imigração e urbanização

No início do século XX, alguns fatores possibilitaram um primeiro período de efetivo desenvolvimento de Pinheiros: o prolongamento da linha de bondes até o Largo de Pinheiros, feito a partir da então Avenida Municipal, hoje Dr. Arnaldo e a abertura da Rua Teodoro Sampaio. Em 1907 foi inaugurado o Entreposto, atualmente Mercado Municipal de Pinheiros. Dessa forma, a região converteu-se em núcleo receptor da produção agrícola oriunda de áreas ao longo das estradas para Itapecerica, Cotia e Itu. Talvez resida aí, na precocidade da presença do Mercado, a própria origem de Pinheiros como centro de comércio atacadista.

Sistema viário

Nesse primeiro período praticamente estabeleceu-se o esqueleto de Pinheiros, baseado principalmente na presença de uma série de radiais, que se definiam em
função de antigos caminhos. Seu eixo principal, uma seção da antiga estrada
de Sorocaba, compreendia as Ruas dos Pinheiros e Butantã. Cruzava-o um
caminho de boiadas, que ligava a Lapa à Vila Clementino. Esse, ao passar por
Pinheiros, compreendia, principalmente a Estrada Grande das Boiadas, (atual
Avenida Diógenes Ribeiro de Lima), a Rua Fernão Dias, a própria Rua dos Pinheiros,
a Rua Groenlândia e a Rua das Boiadas (Vila Nova Conceição). O conjunto
completava-se com a Rua Paes Leme em direção ao Porto do Veloso, a atual
Rua Cardeal Arcoverde, que chegava até o Araçá, e a Rua Teodoro Sampaio,
em função dos bondes. A sede da Subprefeitura está no Distrito de Pinheiros.

Dia do bairro: 15 de agosto

Fonte: Subprefeitura Pinheiros