Centro

Liberdade

O famoso bairro oriental de São Paulo já foi palco de grandes lutas na história da capital. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca. No centro do bairro, no largo, está a Igreja Santa Cruz, que ficou mais conhecida como Igreja dos Enforcados. Nas imediações existia, por volta de 1770, um dos primeiros cemitérios da cidade, onde eram enterrados os escravos, os desvalidos e os que eram enforcados. Havia também o famigerado Pelourinho, que desde 1610 era o local onde se torturavam os escravos.

Pouco adiante estava o Campo de Forca, onde, até o ano de 1870, foram enforcados os julgados pela justiça. Ironicamente, depois que se extinguiu a pena de morte por enforcamento, o Largo da Forca passou a ser conhecido como Largo da Liberdade.
Conta-se que o nome de Liberdade foi dado a uma rua da capital com base nos fatos que aconteceram em 07 de abril de 1831, data da abdicação do imperador Dom Pedro I.

A história e a lenda se confundem no episódio que levou o bairro a ser conhecido em 1821 e se tornar local de devoção. Nesse ano, o soldado Francisco José de Chagas fora condenado à morte por liderar uma rebelião contra os atrasos dos salários. Sua execução em praça pública por enforcamento deu o que falar. A corda por três vezes se rompeu e o soldado acabou morto a pauladas.

Nos primeiros anos do século XX iniciou-se a total mudança da face do bairro. É que em 18 de junho de 1908 chegou ao porto de Santos o navio Kasato-Maru, trazendo os primeiros 782 imigrantes japoneses ao Brasil. Deixaram o porto de Kobe em 28 de abril para “fazer a América”, o que na época significava plantar café no interior de São Paulo. Já em 1912 numerosos imigrantes japoneses estavam instalados na capital, mais precisamente na Rua Conde de Sarzedas.

O desenvolvimento foi inevitável, e o bairro, ao longo dos anos, adquiriu características orientais. Assim, a começar pelos anos 50, vieram outros povos asiáticos, como chineses e coreanos. Hoje, com 61.850 habitantes (censo de 2000), a Liberdade é um dos bairros de maior atração turística da capital, com suas ruas enfeitadas e coloridas, seu comércio diversificado e sua beleza.

Dia do bairro: 2º sábado de dezembro

Fonte: Subprefeitura Sé; Bairros paulistanos de A a Z – de Levino Ponciano (editora Senac/São Paulo); Site Google